A União Europeia (UE) divulgou uma lista de países que atendem às suas regulamentações sobre o uso de antibióticos na pecuária, mas o Brasil ficou de fora. A lista, validada pelos estados-membros europeus, determina quais nações terceiras, como Argentina, Colômbia e México, poderão continuar exportando carne para a Europa a partir de setembro. O Brasil não foi incluído por não ter apresentado à UE garantias sobre a não utilização de produtos antimicrobianos na criação de animais.
A lista pode ser atualizada caso as autoridades brasileiras forneçam as devidas respostas a Bruxelas. A publicação reflete a posição da UE em aumentar a vigilância, especialmente após críticas de setores agrícolas e da França em relação a um acordo de livre comércio assinado com os países do Mercosul. O acordo provisório entrou em vigor em 1º de maio, pendente de decisão judicial na Europa.
Christophe Hansen, comissário europeu para a Agricultura, declarou: “Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”.
As normas europeias proíbem o uso de antimicrobianos em animais para promover crescimento ou aumentar a produção. Além disso, é vedado o tratamento de animais com antimicrobianos designados para infecções humanas. Essas diretrizes visam combater a resistência microbiana a medicamentos e prevenir o uso desnecessário de antibióticos.
O agronegócio brasileiro tem buscado expandir mercados, com novas aberturas para países como Peru, Togo e UEE. No entanto, a adequação a normas sanitárias internacionais é crucial para o acesso a mercados como o europeu. A exportação de carne é um componente significativo da balança comercial do Brasil, que em 2026 alcançou um saldo de US$ 2,72 bilhões, com exportações crescendo 6,26%.


