O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência em 2026, defendeu em nota oficial nesta quarta-feira (13) as mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As comunicações, reveladas pelo site Intercept Brasil, indicam cobranças de Flávio Bolsonaro sobre o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em seu pronunciamento, Flávio Bolsonaro defendeu a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, afirmou.
O senador relatou que conheceu Vorcaro em 2024, período posterior ao fim do governo Bolsonaro e anterior a quaisquer acusações públicas contra o banqueiro. O contato, segundo ele, foi retomado em razão de atrasos no pagamento de parcelas de patrocínio destinadas à conclusão do filme. Ele negou veementemente ter oferecido vantagens, promovido encontros privados fora da agenda, intermediado negócios com o governo ou recebido qualquer tipo de benefício financeiro ou pessoal. Flávio Bolsonaro contrastou sua situação com “relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro”, reforçando seu pedido por uma “CPI do Master já”.
As mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil apontam que Daniel Vorcaro se comprometeu a repassar US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões na época) para financiar o longa “Dark Horse”, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro, com previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026. Documentos indicam que US$ 10 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis parcelas. A negociação teria envolvido diretamente o pré-candidato, além de intermediários como Eduardo Bolsonaro e Mario Frias, ambos do PL de São Paulo.
Este caso se insere em um contexto de investigações sobre o Banco Master, que já afetaram a imagem da classe política e institucional, conforme revelado por uma pesquisa recente. O escândalo também levanta questões sobre a relação entre figuras políticas e o setor financeiro, em um ano eleitoral crucial.
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