O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, qualificou como “precipitada” a reação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), após o vazamento de áudios e mensagens trocadas entre os dois e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Zema havia classificado a revelação como “imperdoável” e um “tapa na cara dos brasileiros”.
Em entrevista concedida em 15 de maio de 2026, Flávio Bolsonaro afirmou ter contatado Zema para discutir as declarações. Segundo o senador, o pré-candidato do Novo “precisa entender que ele também tem uma grande responsabilidade de ajudar os brasileiros a se livrarem do PT”.
A posição de Flávio Bolsonaro sobre a crítica de Zema encontra respaldo em membros do Partido Novo em estados onde as legendas mantêm alianças. Os diretórios estaduais do Novo em Santa Catarina e no Paraná pronunciaram-se em 14 de maio de 2026 contra o vídeo de Zema. As lideranças estaduais classificaram as declarações de Zema como precipitadas e sem “alinhamento prévio com o partido”.
O senador também agradeceu ao pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD) pelas declarações emitidas após o vazamento das conversas. Flávio Bolsonaro descreveu a postura de Caiado como “correta” e “respeitosa”. Caiado declarou que Flávio Bolsonaro “deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”.
Flávio Bolsonaro tem enfrentado questionamentos após a divulgação de áudios e mensagens em que cobra R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O senador defende que se trata de um “investimento privado para uma produção privada”. Daniel Vorcaro permanece preso e aguarda julgamento de proposta de delação premiada. A investigação sobre o Banco Master e seus envolvidos segue em andamento. A situação política envolvendo os filhos de Bolsonaro e suas relações com o Banco Master tem sido amplamente noticiada, com destaque para as declarações de Tarcísio de Freitas e o pedido de CPI pelo Senador Carlos Viana.


