O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta terça-feira (19 de maio de 2026) que o relatório da proposta para o fim da escala 6×1 não tem apresentação garantida para esta semana. Divergências entre governo, parlamentares e representantes do setor produtivo atrasam o avanço do texto.
Motta apontou a transição da jornada atual de 44 horas semanais para o novo modelo de 40 horas como a principal indefinição. O presidente não confirmou a leitura do parecer na comissão especial, inicialmente prevista para os próximos dias. Ele ainda precisa se reunir com o relator da matéria para definir um cronograma.
A proposta em debate visa alterar a Constituição. Ela busca extinguir a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. O tema ganhou força nos últimos meses, mobilizando trabalhadores, empresários e o governo federal.
Apesar do impasse, Motta mantém a expectativa de votar o texto no plenário da Câmara na próxima semana. Para isso, será necessário um consenso sobre os pontos pendentes. O principal entrave nas negociações é o tempo de adaptação para empresas e setores econômicos. Parlamentares defendem uma transição de até quatro anos, enquanto o setor produtivo busca um prazo maior para implementar as mudanças.


