O advogado Eugênio Aragão deixou a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), nesta terça-feira (19) de maio de 2026. A saída ocorre enquanto Costa negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele é um dos investigados no caso Banco Master e permanece preso no presídio da Papuda, em Brasília.
Em nota à imprensa, Aragão declarou: “somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”. O advogado não informou o fato concreto que o levou a deixar a defesa do ex-presidente. Ele complementou: “Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”.
Prisão e Acusações na Operação Compliance Zero
Paulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril de 2026, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF. A investigação apura fraudes no Banco Master e uma tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, um banco público ligado ao governo do Distrito Federal.
As apurações indicam que Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. Este valor seria repassado por meio de imóveis. Costa nega as acusações. O caso Banco Master tem gerado outros desdobramentos, incluindo uma operação da PF contra vazamentos e a admissão de encontros de Daniel Vorcaro com outras figuras após sua prisão.


