Um oficial de justiça não conseguiu intimar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) em 18 de maio de 2026. Frias é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura o envio de emendas parlamentares a organizações não-governamentais (ONGs). Essas entidades estão ligadas à produtora GO Up, responsável pelo filme “Dark Horse”, que aborda a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Investigação no STF e Denúncias
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou a abertura da investigação preliminar em 15 de maio de 2026. A decisão seguiu denúncias dos deputados federais Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Tabata Amaral (PSB-SP). Além de Mário Frias, os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-SP) também foram denunciados à Corte. Os parlamentares teriam direcionado emendas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura, visando custear indiretamente a produção de “Dark Horse”. A controvérsia em torno do projeto cinematográfico tem sido objeto de diversas apurações.
Dificuldades na Intimação
O oficial de justiça informou ao ministro Flávio Dino as dificuldades para contatar Mário Frias. O deputado não foi localizado por telefone. Em 13 de maio de 2026, o gabinete do parlamentar foi procurado, mas a equipe informou que Frias estava em missão internacional, sem previsão de retorno. No endereço fornecido para a intimação, foi constatado que o deputado não reside no local “há cerca de dois anos”, aproximadamente desde 2024. O celular do assessor de Frias também permaneceu “sempre desligado”, conforme o relato oficial.


