O Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul enfrenta um impasse na definição de seu segundo candidato ao Senado para as eleições de 2026. O presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, anunciou o Capitão Contar como o escolhido nesta semana. Contudo, líderes estaduais, incluindo o presidente do PL-MS, Reinaldo Azambuja, adotaram o silêncio. A decisão final aguarda uma possível manifestação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cenário de Cautela e Expectativa
A cautela dos dirigentes partidários decorre da apreensão de que o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgue uma carta. Essa eventual comunicação poderia alterar os planos estabelecidos pela cúpula do partido.
Marcos Pollon, outro nome cotado para a vaga, aguarda que o ex-presidente Bolsonaro mantenha uma promessa anterior. Essa promessa, feita em “carta da prisão”, indicava Pollon como o escolhido. Pollon também não se pronunciou publicamente sobre o anúncio de Contar. Bolsonaro, ao apoiar Pollon anteriormente, havia prometido divulgar uma lista com seus candidatos.
A divulgação dessa lista pode trazer um desfecho para a disputa. Se o Capitão Contar for o nome indicado por Bolsonaro, a situação se resolverá. Caso a lista não seja divulgada, ou se Pollon for o indicado pelo ex-presidente, a definição se estenderá até as convenções partidárias de 2026, período de oficialização das candidaturas.
Acordo por Pesquisas e Cenário Interno
Reinaldo Azambuja permanece, por ora, como o único candidato do PL confirmado para o Senado em 2026 por Mato Grosso do Sul. Ele afirmou repetidamente a existência de um acordo para que pesquisas de opinião pública definam o segundo nome. Valdemar da Costa Neto confirmou essa informação à reportagem nesta semana.
Apesar da menção a pesquisas, Azambuja mantém seu silêncio. Ele reconhece a volatilidade do cenário político até as convenções de 2026. A instabilidade interna do PL, marcada por divergências entre Michele Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, contribui para essa incerteza. O presidente do PL-MS avalia que o processo de escolha pode sofrer novas reviravoltas antes da formalização das candidaturas.


