O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (20) que Cuba “está caindo aos pedaços”, descartando a necessidade de uma escalada militar. A afirmação surge após o Departamento de Justiça americano formalizar uma denúncia histórica contra o ex-presidente Raúl Castro, de 94 anos, pela derrubada de dois aviões em 1996.
Trump comunicou aos jornalistas: “Não haverá uma escalada, não é necessário. Está caindo aos pedaços. Realmente perderam o controle de Cuba.” Ele descreveu a denúncia formal como um “momento muito importante”, intensificando a pressão sobre a ilha comunista, já afetada por um bloqueio naval americano contra navios petroleiros.
O presidente americano reiterou a importância do ato: “Acho que foi um momento muito importante, não apenas para os cubano-americanos, mas para as pessoas que vieram de Cuba e querem voltar para Cuba.”
Estratégia de Pressão e Ajuda Humanitária
O governo Trump, que decretou o bloqueio de petróleo, adota uma estratégia que alterna ameaças com ofertas de diálogo, buscando precipitar uma mudança radical no país caribenho. Em um cenário de grave crise na ilha, os Estados Unidos ofereceram 100 milhões de dólares (equivalente a 504 milhões de reais, na cotação atual) em ajuda humanitária. A condição para a liberação desses recursos é que a distribuição seja feita pela Igreja Católica ou por organizações de caridade.
A postura de Trump em relação a Cuba se insere em um contexto mais amplo de sua política externa. Recentemente, o presidente esteve envolvido em discussões diplomáticas e geopolíticas, como evidenciado pela ameaça do Irã de expandir o conflito no Oriente Médio após um ultimato de Trump. Além disso, sua presença no cenário internacional foi marcada por eventos como a visita de Putin a Pequim para fortalecer laços com Xi Jinping após sua própria visita. Essas ações delineiam uma agenda externa robusta e assertiva por parte da administração americana em 2026.


