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    Olho em 2028: Disputas de 2026 definem o tabuleiro para a Prefeitura de Campo Grande

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    As eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul já projetam o futuro político da Capital. Pré-candidatos que disputam cargos majoritários e proporcionais neste ano veem o pleito como um passo estratégico rumo à Prefeitura de Campo Grande em 2028. Para muitos, uma performance destacada pode pavimentar o caminho; para outros, uma eventual derrota pode reconfigurar as ambições, direcionando-os para a disputa municipal.

    Entre os nomes que buscam uma cadeira na Câmara Federal em 2026, mas já miram o Paço Municipal, estão figuras conhecidas do eleitorado campo-grandense. O ex-prefeito Marquinhos Trad, a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), que já disputou a prefeitura por duas vezes chegando ao segundo turno, e o ex-deputado federal Edson Giroto (PL), também finalista em 2012, são apontados como potenciais vencedores em suas respectivas chapas. O desempenho nas urnas agora é crucial para solidificar suas bases e ganhar fôlego para a corrida de 2028.

    A estratégia do “plano B” não se restringe aos candidatos a deputado federal. Outros pré-candidatos em disputas majoritárias mais amplas neste ano também podem reorientar seus projetos para Campo Grande em 2028. É o caso do deputado estadual João Henrique Catan (Novo), que, caso não alcance o objetivo de disputar o governo do estado, tem na prefeitura da Capital uma alternativa viável. Da mesma forma, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), atualmente em uma acirrada disputa interna pela candidatura ao Senado contra Marcos Pollon (PL), surge como um forte nome. Embora Contar ainda não tenha se manifestado publicamente sobre 2028, fontes do PL confirmaram à reportagem que sua candidatura à prefeitura já faz parte das discussões estratégicas do partido.

    Até mesmo o senador Nelsinho Trad (PSD) aparece na lista de possíveis postulantes à prefeitura. Enfrentando uma campanha desafiadora pela reeleição ao Senado em 2026, Nelsinho pode considerar a disputa municipal caso não obtenha sucesso. Essa possibilidade reacende um cenário de 2016, quando ele e seu irmão mais novo, Marquinhos Trad, eram cotados para a prefeitura. Naquela ocasião, Nelsinho, então sem mandato após perder o governo, abriu mão em favor de Marquinhos, que acabou se elegendo. O reencontro dos irmãos nas urnas da Capital em 2028, portanto, não é descartado.

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