A renúncia de Michele Bolsonaro (PL) à presidência do PL Mulher, anunciada na segunda-feira, 30 de junho, redefiniu o cenário da disputa pela segunda vaga do Senado em Mato Grosso do Sul para as eleições de 2026. A decisão da ex-primeira-dama trouxe alívio para o grupo ligado a Capitão Contar (PL) e frustração para a campanha de Marcos Pollon (PL).
Reinaldo Azambuja (PL) já garantiu sua posição na chapa. Pollon e Contar agora aguardam a definição do Partido Liberal sobre quem seguirá na corrida eleitoral de 2026. A saída de Michele Bolsonaro impacta diretamente Pollon, de quem ela era a principal defensora.
Michele Bolsonaro Deixa Presidência do PL Mulher
Michele Bolsonaro comunicou sua saída da liderança do PL Mulher após uma reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. O grupo de Pollon esperava que ela negociasse um acordo para assegurar a vaga para ele. Contudo, o resultado, com base no rompimento, não foi o esperado.
Em nota divulgada em rede social, Michele Bolsonaro informou que deixava a presidência do partido para dedicar-se integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu esposo.
Aguardando Anúncios Nacionais e Tensões Internas
Após a decisão de Michele, lideranças partidárias em todo o país aguardam o anúncio dos escolhidos por Jair Bolsonaro para as eleições de 2026. Uma expectativa de anúncio para 10 de junho não se concretizou devido à falta de acordo. Até esta quarta-feira, 1º de julho de 2026, a definição permanece pendente.
Com Michele Bolsonaro fora da presidência do PL Mulher, o anúncio pode atrasar ainda mais. O objetivo seria minimizar o desgaste provocado pelo desentendimento, agora público, entre ela e Flávio Bolsonaro. Existe receio de que escolhas que desagradem a ex-primeira-dama possam agravar o clima interno do partido.
No Estado, o grupo de Capitão Contar demonstra confiança na escolha de seu nome, baseando-se em pesquisas encomendadas. Marcos Pollon, por sua vez, continua divulgando uma carta escrita por Bolsonaro da prisão, na qual o ex-presidente indicava Pollon como seu escolhido. Esta carta, inclusive, motivou Pollon a desistir de trocar o PL pelo Novo para ser o candidato ao Senado.


