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    Hashioka avalia desistência de candidatura federal em 2026, impactando Republicanos

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    O deputado Roberto Hashioka (Republicanos) considera desistir de sua candidatura a uma vaga na Câmara Federal nas eleições de 2026. A possível saída pode comprometer a meta do Republicanos de eleger dois deputados federais e beneficiar as chapas do PL e União/PP, que visam conquistar três cadeiras em Brasília.

    Hashioka, que deixou o União Brasil para concorrer ao cargo de federal pelo Republicanos, afirmou que decidirá até a convenção partidária. “Até a convenção, decido”, resumiu o deputado, procurado pela reportagem. Ele havia anunciado anteriormente que não concorreria à reeleição para abrir vaga e apoiar sua esposa, a ex-deputada Dione Hashioka.

    Impacto para o Republicanos em 2026

    A confirmação da desistência de Hashioka dificultará o Republicanos a alcançar seu objetivo de eleger dois representantes federais em 2026. A chapa do partido conta, além de Hashioka, com o deputado federal Beto Pereira, a vereadora de Dourados Isa Marcondes, o vereador de Campo Grande Neto Santos e o ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck.

    Benefício a Chapas Rivais e Disputa pela Sobra

    O recuo de Hashioka pode favorecer diretamente as chapas do PL e União/PP. Ambos os grupos possuem o audacioso plano de eleger três deputados federais em 2026. Eles disputam a possível última vaga da “sobra eleitoral” com Republicanos, PSDB e PT.

    Mudanças na Legislação Eleitoral para 2026

    As recentes mudanças na legislação eleitoral facilitam a vida de chapas menores em 2026. A alteração eliminou a necessidade de 80% do quociente eleitoral para a chamada “sobra das sobras”. Com isso, seguindo o resultado da última eleição, um partido pode eleger um deputado com até 101 mil votos, sem a exigência anterior de 140 mil votos.

    Resultados da Última Eleição Federal

    Na última eleição federal, o quociente partidário, obtido pela divisão de votos válidos pelo número de cadeiras, foi de 175.809 votos. Nesta conta, apenas três vagas foram preenchidas diretamente pelo quociente: o PSDB, com 316.966 votos; o PL, com 218.427 votos; e o PT, com 201.961 votos.

    As cinco vagas restantes foram distribuídas na “sobra”. O PSDB garantiu a primeira, dividindo o número de votos por dois (número de cadeiras conquistadas e mais um), resultando em 158.483 votos. O PP obteve a segunda cadeira, atingindo 80% dos votos da época, com 146.606 votos. A terceira vaga na sobra ficou com o PL, que registrou 109.213 votos; a quarta para o PSDB, com 105.655 votos; e a última para o PT, que assegurou a cadeira com 100.980 votos.

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