spot_img
Quarta-feira, 1 Julho, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalJihadistas e rebeldes ocupam maior parte de Aleppo, na Síria

    Jihadistas e rebeldes ocupam maior parte de Aleppo, na Síria

    Publicado há

    spot_img

    Neste sábado (30) à tarde, ‘pelo menos 16 civis morreram e outros 20 ficaram ferido’ quando ‘aviões de guerra, provavelmente russos, atacaram veículos civis’ em uma rotatória de Aleppo, segundo o OSDH

    Forças jihadistas e de outras formações rebeldes tomaram grande parte de Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, em uma ofensiva fulminante contra o regime de Bashar al Assad, na qual mais de 320 pessoas morreram até agora, informou neste sábado (30) a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Com com sede no Reino Unido, a ONG conta com uma ampla rede de informantes no terreno, e relatou também que, durante a madrugada, aviões de guerra russos bombardearam Aleppo pela primeira vez desde 2016, quando o regime reconquistou a cidade com ajuda militar de Moscou.

    Neste sábado (30) à tarde, “pelo menos 16 civis morreram e outros 20 ficaram feridos” quando “aviões de guerra, provavelmente russos, atacaram veículos civis” em uma rotatória de Aleppo, segundo o OSDH. O Exército sírio indicou que “organizações terroristas conseguiram penetrar em grandes partes de bairros da cidade de Aleppo”.

    Trata-se dos maiores confrontos em vários anos na Síria, onde a guerra civil que começou em 2011 entre forças que encontraram apoio externo deixou meio milhão de mortos e milhões de deslocados. O grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), antiga filial síria da rede Al Qaeda, e facções aliadas, algumas apoiadas pela Turquia, lançaram na quarta-feira uma ofensiva nas províncias de Idlib e Aleppo, tomando dezenas de localidades antes de entrar, na sexta-feira, na grande cidade do norte.

    O OSDH informou neste sábado que os militantes do HTS e facções aliadas tomaram “a maior parte da cidade, prédios governamentais e prisões” de Aleppo. Os jihadistas e rebeldes desfilaram pela cidade, instalaram sua bandeira em frente a uma delegacia de polícia e rasgaram um retrato de Assad, segundo imagens da AFP. Também tomaram o aeroporto internacional de Aleppo, ao sudeste da cidade, após a retirada das forças governamentais, indicou o OSDH.

    O relatório acrescenta que os rebeldes avançaram nas províncias de Hama e Idlib, capturando “dezenas de vilarejos estratégicos sem encontrar resistência”. De acordo com o último balanço da ONG, 327 pessoas morreram desde quarta-feira: 183 terroristas do HTS e seus aliados, 100 soldados e membros das forças pró-governo e 44 civis.

    O Irã indicou que “elementos terroristas” atacaram seu consulado em Aleppo e defendeu o estabelecimento de uma “coordenação” entre seu país e a Rússia para ajudar o regime de Assad. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, “irá no domingo a Damasco para manter conversas com as autoridades sírias”, informou seu ministério.

    Em Aleppo, uma cidade com cerca de dois milhões de habitantes e centro histórico do país antes da guerra, “a maioria dos civis permanece em suas casas, e as instituições públicas e privadas estão quase todas fechadas”, informou a rádio oficialista Sham FM. O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, disse à AFP que as forças rebeldes tomaram rapidamente grandes áreas de Aleppo “sem encontrar nenhuma resistência significativa”.

    “Não houve combates, nem um único tiro foi disparado, pois as forças do regime se retiraram”, afirmou Rahman. “As linhas do regime colapsaram a uma velocidade incrível, surpreendendo a todos”, apontou Dareen Khalifa, especialista do International Crisis Group.

    O chefe do autoproclamado “governo” de Idlib, Mohamad al Bashir, justificou na quinta-feira a ofensiva ao afirmar que o regime havia “começado a bombardear áreas civis, provocando o êxodo de dezenas de milhares” de habitantes. O Exército turco, que controla várias áreas no norte da Síria, pediu na sexta-feira “o fim” dos “ataques” em Idlib após os bombardeios russos e sírios.

    O norte da Síria vinha mantendo nos últimos anos uma calma precária, possibilitada por um cessar-fogo estabelecido após uma ofensiva do regime em março de 2020. Essa trégua foi respaldada pela Rússia e pela Turquia, que apoia alguns grupos rebeldes sírios em sua fronteira.

    Os rebeldes iniciaram uma ofensiva-relâmpago contra as forças do regime de Assad na quarta-feira, coincidindo com a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo no vizinho Líbano, entre Israel e o movimento pró-iraniano libanês Hezbollah, após dois meses de guerra aberta.

    *Com informações da AFP
    Publicado por Carolina Ferreira

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    TCE/MS Recomenda Reprovação das Contas de 2018 de Ex-Prefeito de Itaporã

    Marcos Antônio Paco pode ficar inelegível após decisão do Tribunal de Contas e encaminhamento à Câmara Municipal.

    PSB desiste de ação contra vereador Chicão Viana em Corumbá

    Partido em Mato Grosso do Sul informou à Justiça Eleitoral o desinteresse no processo por infidelidade partidária, dias após parecer favorável da Procuradoria pela perda de mandato.

    Governo de MS Exonera Comissionados para Eleições de 2026

    Filha de deputado federal e ex-candidato ao governo estão entre os servidores que deixam cargos em cumprimento ao prazo de desincompatibilização eleitoral.

    Saída de Michele Bolsonaro do PL Mulher Reconfigura Disputa por Vaga no Senado em MS

    Decisão da ex-primeira-dama enfraquece candidatura de Marcos Pollon (PL) e beneficia Capitão Contar (PL) na corrida eleitoral de 2026.

    Relacionado

    Astronautas Russos Realizam Concerto Programado

    Jovem Pan News reporta evento cultural protagonizado por cosmonautas.

    Putin Rejeita Encontro Imediato com Zelensky e Condiciona Paz a Metas Estratégicas

    Líder russo, em São Petersburgo, descarta diálogo direto com a Ucrânia antes da consolidação de objetivos militares e políticos, enquanto a guerra entra no quarto ano.

    Putin reitera recusa a diálogo direto com Zelensky e condiciona paz a “objetivos estratégicos”

    No Fórum Econômico de São Petersburgo, líder russo descartou encontro imediato com o presidente ucraniano, que havia proposto negociação para o fim do conflito, agora no quinto ano.