O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na quinta-feira, 23 de abril de 2026, a demissão do Secretário da Marinha, John Phelan, citando conflitos internos no Pentágono relacionados à construção e aquisição de navios. A saída de Phelan, que já havia sido anunciada pelo Pentágono na noite de quarta-feira, 22 de abril, ocorre em um momento crucial para os planos de expansão naval do país e em meio a um cenário geopolítico tenso.
Em declarações a jornalistas no Salão Oval, Trump explicou que Phelan, embora “muito enérgico”, “não se dava bem” com outros membros da cúpula militar, principalmente no que diz respeito à sua visão “muito agressiva” para a construção de novos navios. “É preciso se dar bem, especialmente nas Forças Armadas”, enfatizou o presidente. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, comunicou a saída “com efeito imediato” pelas redes sociais, e o Subsecretário da Marinha, Hung Cao, assumiu o cargo interinamente.
Relatos do jornal The New York Times, citando um funcionário do Congresso sob anonimato, indicam que as tensões eram profundas. O vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, estaria insatisfeito com a gestão de Phelan na grande iniciativa de construção naval, retirando-lhe responsabilidades. Além disso, Phelan acumulava desentendimentos com o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, sobre estilo de gestão e questões de pessoal, um cenário agravado pelo alinhamento de Cao com Hegseth.
A demissão se desenrola em um contexto de ambiciosos projetos navais. No final de 2025, Trump e Phelan anunciaram a construção de uma nova “Frota Dourada” de navios de guerra avançados, com projetos previstos para começar a ser construídos a partir de 2030. A proposta orçamentária de Defesa do governo Trump para 2027 já prevê mais de US$ 65 bilhões para a aquisição de 18 navios de guerra e 16 navios de apoio para essa frota.
Conforme noticiado pela BBC em dezembro de 2025, a expansão da Marinha inclui embarcações tripuladas e não tripuladas, com navios de guerra mais armados e menores. Trump prometeu que, uma vez concluídas, as embarcações seriam equipadas com armas hipersônicas e “extremamente letais”, tornando-se os navios-almirante da Marinha dos EUA. A saída de Phelan, que se soma a outras mudanças na administração, ocorre em um período de guerra no Oriente Médio e bloqueio naval ao Irã, ressaltando a importância estratégica da liderança na Marinha.


