Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência em 2026, solicitou o impeachment do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira (23). Ele também criticou publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar processos de impedimento de ministros da Corte. O pedido de Zema intensifica o embate com Mendes, que pediu sua investigação ao ministro Alexandre de Moraes.
Críticas ao STF e ao Presidente do Senado
Zema expressou sua posição em entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!. “Eu pedi o impeachment do Gilmar Mendes porque julgo que a iniciativa cabe e espero que o Senado venha a ter coragem de apreciar”, declarou o ex-governador.
Zema estendeu suas críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela ausência de pautas sobre impeachment de ministros do STF. “Quando tivermos presidente do Senado corajoso, e não presidente do Senado acovardado, essa situação vai se corrigir”, afirmou.
Embates e Pedido de Investigação
O conflito entre Zema e Mendes intensificou-se após o ex-governador compartilhar um vídeo satírico em suas redes sociais. O material retratava uma suposta troca de favores entre Gilmar Mendes e Dias Toffoli em meio ao escândalo do Banco Master.
Em resposta à solicitação de investigação, Zema criticou a situação: “Eu não posso mais publicar um bonequinho satirizando o Supremo, que virou fonte de negociata. Agora eu é que sou o bandido? Isso sim, na minha opinião, é atentado à democracia”, declarou.
Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes, pedindo a investigação de Romeu Zema. A representação apontava a suspeita de indícios de crime na publicação feita por Zema, que deixou o governo de Minas Gerais em março de 2026 para focar em sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026.
Moraes solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito.
Detalhes do Vídeo Satírico
O vídeo publicado por Zema retratava uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes. No enredo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a anulação das quebras de sigilo de sua empresa, aprovadas na CPI do Crime Organizado do Senado.


