Neste sábado, 25 de abril de 2026, palestinos na Cisjordânia, território ocupado por Israel, e na zona central de Deir al Balah, na Faixa de Gaza, comparecem às urnas para eleger prefeitos e vereadores. Este pleito municipal, o primeiro desde o início da guerra que eclodiu em outubro de 2023, desenrola-se em um ambiente de notável desânimo e com um panorama político significativamente restrito.
A Comissão Eleitoral Central, com sede em Ramallah, informou que aproximadamente 1,5 milhão de pessoas estão registradas para votar na Cisjordânia, enquanto cerca de 70 mil eleitores participarão na área de Deir al Balah, em Gaza. As seções eleitorais na Cisjordânia operarão das 7h às 21h locais. Contudo, em Deir al Balah, as urnas fecharão mais cedo, às 17h, para que a contagem dos votos possa ser realizada sob a luz do dia, uma medida necessária devido à severa escassez de eletricidade que assola a região devastada pelo conflito.
Para a Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007, estas são as primeiras eleições desde o pleito legislativo de 2006, vencido pelo movimento islamista. O atual cenário eleitoral, porém, destaca-se pela ausência de listas vinculadas ao Hamas, arquirrival do Fatah e grupo cujo ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel desencadeou a atual guerra.
A maioria das listas eleitorais apresentadas está alinhada ao partido Fatah, de orientação nacionalista e laica, liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, ou concorre como candidaturas independentes. Nas diversas cidades, os candidatos apoiados pelo Fatah enfrentarão, em grande parte, listas independentes, algumas delas encabeçadas por representantes de outras facções, como a Frente Popular para a Libertação da Palestina (PFLP), de ideologia marxista-leninista.


