O Júri Nacional de Eleições (JNE) do Peru rejeitou nesta sexta-feira (24 de abril de 2026) a realização de eleições complementares em Lima. O órgão eleitoral ratificou o segundo turno presidencial para 7 de junho de 2026, apesar das irregularidades registradas no processo eleitoral de 12 de abril de 2026. A decisão impacta diretamente a disputa pelo segundo lugar, onde Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga travam um embate voto a voto.
JNE Descarta Novas Eleições em Lima
O JNE declarou a inviabilidade de um novo pleito na capital peruana. “O Pleno do JNE, após a análise técnico-jurídica e em atenção aos relatórios emitidos pelas instâncias competentes, decidiu por unanimidade declarar inviável a realização de eleições complementares”, afirmou o organismo em comunicado oficial divulgado nas redes sociais.
O candidato ultraconservador e ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, havia solicitado uma nova eleição. Ele alegou que problemas nas seções de votação impediram milhares de seus apoiadores de exercerem o direito ao voto. O pedido apontou que atrasos na distribuição do material eleitoral impediram mais de 50 mil pessoas de votar, o que forçou a extensão da votação por um dia.
Disputa Acentuada e Vaga Garantida
Com 95% dos votos já apurados, Roberto Sánchez, da esquerda, e Rafael López Aliaga disputam acirradamente o segundo lugar. Sánchez mantém uma leve vantagem de 20 mil votos sobre seu oponente. Keiko Fujimori, por sua vez, é a única candidata com vaga garantida no segundo turno das eleições de 2026.
A controvérsia eleitoral também gerou desdobramentos judiciais. A polícia realizou uma operação de busca na casa do ex-chefe do órgão eleitoral que organizou o pleito, Piero Corvetto. A ação faz parte de uma investigação por suposta conluio relacionada à votação. Corvetto renunciou na terça-feira (21 de abril de 2026), pouco antes de ser interrogado pelo Ministério Público, em meio às múltiplas falhas na jornada eleitoral de 12 de abril de 2026 que atrasaram a apuração dos votos.
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