Apesar do feriado, a política em Mato Grosso do Sul foi marcada por uma intensa semana de controvérsias e investigações. Escândalos na área da Saúde, prefeitos sob a mira da justiça e disputas internas no Partido Liberal (PL) dominaram o noticiário, indicando um cenário pré-eleitoral de alta tensão e incertezas para as eleições de 2026.
No epicentro das denúncias, o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a Receita Federal e o Ministério Público deflagraram uma operação conjunta. O alvo foi uma organização criminosa acusada de fraude processual para desvio de recursos públicos, com foco no fornecimento de medicamentos de alto custo, essenciais para pacientes em tratamento de câncer.
Prefeitos também se viram em apuros. Em Ivinhema, Juliano Ferro enfrenta a possibilidade de multa por descumprimento de decisão judicial. Já em Figueirão, um grupo de vereadores e produtores rurais protocolou denúncia contra o prefeito Juvenal Consolaro, pedindo investigação sobre supostas irregularidades na desapropriação amigável de uma área de fazenda. O processo administrativo 17014/2025, que teria custado R$ 8,4 milhões aos cofres públicos, é apontado como superfaturado.
Em Porto Murtinho, o prefeito Nelson Cintra está sob investigação após um avião de sua propriedade ser flagrado realizando manobras aéreas ilegais nas proximidades da ponte da Rota Bioceânica, gerando questionamentos sobre a conduta e o uso de bens.
O Partido Liberal (PL) também viveu momentos de agitação interna. Destaque para o acordo envolvendo Iara Contar, esposa do deputado federal, que teria assegurado um repasse mensal de R$ 150 mil após sua filiação à sigla. Paralelamente, Marcos Pollon, figura influente do partido, estaria em tratativas com grupos adversários, sinalizando possíveis realinhamentos na corrida pelo Senado e indicando fissuras na unidade partidária.
Com as eleições de 2026 no horizonte, esses episódios de crise política e judiciais prometem testar a força de lideranças e a capacidade de articulação de partidos. O cenário indica que a disputa eleitoral em Mato Grosso do Sul será marcada não apenas por propostas, mas também pela necessidade de candidatos e gestores se desvencilharem de acusações e demonstrarem transparência em suas ações.


