Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, criticou as gestões dos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (27). O dirigente proferiu as declarações durante um almoço com empresários, organizado pelo Grupo Lide, em São Paulo (SP). Kassab avaliou o desempenho de ambos os líderes e as perspectivas para a eleição presidencial de 2026.
Críticas à Gestão Bolsonaro
Kassab afirmou que o desempenho de Bolsonaro esteve “muito aquém das expectativas dos brasileiros”. Ele ressaltou a falta de vocação do ex-presidente para a vida pública. O presidente do PSD declarou:
“(Em 2018) assume o presidente Bolsonaro, sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública. Não teve (bom) desempenho pessoal – ao contrário, um desempenho muito aquém das expectativas dos brasileiros, que queriam algo totalmente diferente -, mas teve a sorte de contar com alguns bons ministros que conseguiram levar o governo até o final. Paulo Guedes – que não era nem um ministro; era o ‘presidente da Economia’. Havia 25 ministérios, e ele comandava; foi muito importante a sua presença. Tarcísio (de Freitas), Tereza Cristina mas a gente vai ficando por aí.”
Kassab também mencionou o esforço do PSD. Ele afirmou que o partido “está fazendo sua parte”, mesmo sem a expectativa de que o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) alcance o segundo turno da eleição de 2026.
Críticas à Gestão Lula
O presidente do PSD dirigiu críticas ao atual presidente Lula. Ele reconheceu a importância de programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida, o Luz para Todos e o Bolsa Família. Contudo, Kassab apontou um lado negativo da administração petista.
Na avaliação do dirigente, “Lula sabe gastar, mas não sabe administrar a máquina pública” para torná-la mais eficiente. Kassab qualificou o aumento da carga tributária no terceiro mandato do petista como “brutal”. Ele citou:
“O Lula e o (ex-ministro da Fazenda, Fernando) Haddad, sem dó nem piedade, botam a tributação de dividendos e não diminuem a carga das empresas.”
Kassab comparou a abordagem com a do ex-ministro Paulo Guedes, que “teve o cuidado de propor a tributação de dividendos, mas simultaneamente diminuir a tributação de empresas”.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Jovem Pan News.


