Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi formalmente acusado ontem (26) por ataque a tiros após invadir o prestigiado jantar de gala da imprensa, onde o presidente Donald Trump era um dos convidados de honra. O incidente, que as autoridades classificam como uma tentativa de assassinato contra o presidente e funcionários de alto escalão, intensifica as preocupações com a violência política em um país profundamente dividido.
O suspeito, identificado pela imprensa americana como Cole Tomas Allen, de Torrance, Califórnia, tentou ultrapassar um posto de segurança no Washington Hilton, um andar acima do salão do evento, na noite do último sábado (25). Após uma rápida troca de tiros com agentes do Serviço Secreto, Allen foi detido no local, ileso. O presidente Trump, rapidamente retirado do local, divulgou imagens de câmeras de segurança e fotos do suspeito algemado.
Autoridades federais, incluindo o procurador-geral interino Tom Blanche, afirmaram no domingo (26) que Allen tinha como alvo membros do governo e não estava cooperando ativamente. Armado com uma espingarda, uma pistola e uma faca, o suspeito, que estava hospedado no mesmo hotel, teria escrito um manifesto “anticristão”, segundo Trump. Em entrevista ao “60 Minutes” da CBS, o presidente minimizou o perigo para si, declarando: “Eu não estava preocupado. Entendo a vida. Vivemos em um mundo louco”, e classificou o agressor como “doente”.
O jornal New York Post reportou que Allen teria enviado uma mensagem à família antes do ataque, indicando que seus alvos seriam “priorizados do maior para o menor escalão”. Este episódio é considerado por autoridades como a terceira tentativa de assassinato contra o presidente Trump em dois anos, sublinhando a escalada de tensões em um cenário político já polarizado.


