O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, declarou que o projeto de lei do governo que extingue a escala de trabalho 6×1 é inconstitucional. Ele anunciou uma ação judicial para barrar a proposta ainda nesta semana, com previsão de apresentação na terça-feira, 28 de abril de 2026.
Em entrevista concedida nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, Skaf criticou a iniciativa. Ele afirmou que a medida tenta alterar a Constituição de forma inadequada. “O PL do governo está revestido de ilegalidade por querer mudar a Constituição através de lei e não de PEC”, disse Skaf.
Skaf explicou que a Fiesp não pode acionar a Justiça antes da aprovação da proposta. Por isso, a entidade busca apoio político. “Temos conversado com partidos e parlamentares que podem, quando há algo explícito de agressão à Constituição, entrar com uma ação judicial e mandado de segurança — e isso será feito. Deve acontecer possivelmente nesta terça-feira (28), e com isso mostraremos a ilegalidade do PL”, declarou.
O presidente da Fiesp indicou que também agirá contra Propostas de Emenda à Constituição (PECs) sobre o tema. Ele defendeu o adiamento do debate no Congresso Nacional. “Quanto à questão das PECs, vamos agir sim. Não desistiremos de pedir que essa discussão passe para o ano que vem”, afirmou Skaf, referindo-se a 2027.
Skaf ainda criticou o contexto político eleitoral da proposta. Ele classificou a iniciativa como uma “verdadeira campanha eleitoral”. “O espírito agora é outro. Não é de debater com transparência e seriedade, vendo a competitividade brasileira e o interesse do país, das pessoas e das empresas. O interesse único é eleitoral. É uma verdadeira campanha eleitoral. Seria um grande prejuízo, acima de tudo, ao Brasil”, concluiu.


