A votação do projeto de lei que propõe a gestão compartilhada em duas unidades de saúde de Campo Grande foi adiada pela Câmara Municipal. A decisão ocorreu após uma sessão marcada por intensas negociações e divergências entre os parlamentares. O Secretário de Governo, Ulisses Rocha, participou ativamente das discussões na manhã desta quinta-feira (30/04/2026) com o objetivo de angariar votos favoráveis à proposta.
O projeto visa instituir o modelo de gestão administrativa em parceria com Organizações da Sociedade Civil (OSC) para as unidades de urgência e emergência localizadas nos bairros Tiradentes e Aero Rancho. A proposta chegou à Câmara em regime de urgência e sua análise foi postergada para a próxima terça-feira (05/05/2026) devido à divisão de opiniões entre os vereadores.
A Prefeitura de Campo Grande informou que o investimento financeiro nas unidades permanecerá o mesmo, R$ 2 milhões por unidade, e que os servidores de carreira serão realocados. O projeto piloto terá uma vigência inicial de até 12 meses, com o objetivo de não alterar o caráter público das unidades, manter o atendimento integralmente no âmbito do SUS e não configurar qualquer forma de privatização. A iniciativa é descrita como experimental e reversível.
O Poder Executivo poderá suspender ou rescindir a parceria a qualquer momento, em caso de descumprimento de metas, irregularidades ou prejuízo à qualidade do atendimento. A Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) será responsável pelo monitoramento contínuo do projeto, com a divulgação periódica de relatórios de transparência e acesso público às informações relevantes.
A Câmara de Campo Grande já debateu outros temas relacionados à saúde na cidade, como a votação da gestão compartilhada em unidades de urgência. Além disso, a Casa de Leis tem sido palco de discussões sobre processos judiciais e cassação de mandato, como no caso da vereadora Isa Marcondes.


