O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou apoio ao Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, após sua indicação ao STF ser rejeitada pelo Senado Federal em votação ocorrida nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026.
Em publicações nas redes sociais, Mendes descreveu Messias como um dos maiores juristas da história recente do Brasil, cuja trajetória é “marcada por dignidade, retidão e dedicação ao serviço público”. O ministro reiterou que sempre defendeu publicamente as qualidades de Messias para o cargo de ministro do STF.
Mendes também mencionou que Messias passou por “rigoroso escrutínio público” e teve sua honra atacada, mas lidou com a situação com “coragem, dignidade e humildade”. O ministro concluiu que a história fará justiça à trajetória de Messias e que o “Brasil ganha em tê-lo onde estiver”.
Apesar dos elogios, Gilmar Mendes defendeu o direito do Senado em rejeitar a candidatura de Messias:
“O Senado Federal exerceu, com a soberania que lhe é própria, sua prerrogativa constitucional de sabatinar e deliberar sobre nomes indicados ao STF — missão centenária que deve ser pautada pelo interesse público e pelos requisitos do cargo. A decisão do Senado deve ser respeitada.”
A votação no Senado resultou em 42 votos contrários à indicação de Messias, 34 votos a favor e uma abstenção. Ele se tornou o primeiro nome a não ser aprovado para o cargo desde 1894.
A indicação de Jorge Messias visava preencher a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mobilizou para impedir a aprovação. Aliados do governo admitiram que a rejeição representa a maior derrota do terceiro mandato de Lula e fortalece o pré-candidato ao Planalto e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas eleições de 2026.


