O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou otimismo quanto à possibilidade de um acordo definitivo com o Irã para encerrar o conflito em curso. Em declarações na plataforma Truth Social, Trump indicou que um “acordo completo e definitivo com os líderes iranianos” poderia levar a uma pausa temporária na operação “Projeto Liberdade”, que visa escoltar navios no Estreito de Ormuz. No entanto, o líder norte-americano também advertiu sobre a intensificação de bombardeios caso as negociações fracassem.
A posição de Trump contrasta com a falta de um pronunciamento formal de Teerã. O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que a proposta americana para o fim do conflito está “em análise”, segundo a imprensa local. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã controla o Estreito de Ormuz, via estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos.
Trump esclareceu que o bloqueio americano aos portos iranianos, imposto em 13 de abril, permanece em vigor. A pausa na operação de escolta teria sido decidida após um pedido do Paquistão e de outros países, que atuam como mediadores. Contudo, o presidente americano reiterou que, sem um acordo, os bombardeios serão retomados com maior intensidade.
O chefe negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os Estados Unidos de buscarem a rendição de Teerã através de um “bloqueio naval, pressão econômica e manipulação midiática”. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, mediador nas negociações, manifestou esperança em um “acordo duradouro”.
Informações divulgadas pelo portal americano Axios, citando funcionários do governo dos EUA, indicam que ambos os lados estão próximos de um “memorando de entendimento de uma página para encerrar a guerra”, com negociações subsequentes previstas para Genebra ou Islamabad. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se em Pequim com seu homólogo chinês, Wang Yi, para discutir as negociações. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, pressionou a China a intervir para que o Irã suspenda o bloqueio do Estreito de Ormuz.
A situação no Estreito de Ormuz tem sido um ponto focal de tensões. Os Estados Unidos emitiram um ultimato ao Irã, ameaçando uma “resposta devastadora” em caso de ataque. Nave americanos cruzam a via sob escolta dos EUA, enquanto outros países, como os Emirados Árabes Unidos, mantêm sua defesa aérea em alerta máximo.
O contexto internacional também envolve outras questões diplomáticas. O ministro Wellington César acompanhará o presidente Lula em um encontro com Donald Trump nos EUA, onde minerais estratégicos e as eleições de 2026 serão discutidos. O Brasil avança em sua política para minerais estratégicos e terras raras, um tema de relevância geopolítica.
Em paralelo, o Conselho de Ética da Câmara suspendeu mandatos de deputados, em um cenário de articulações políticas para as eleições de 2026. O prazo para o título eleitoral se encerrou, impedindo eleitores de votarem.


