O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a possibilidade de um acordo para encerrar a guerra com o Irã, mas impôs a condição de que a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional seja incluída na proposta. O Irã confirmou, nesta quinta-feira (07/05/2026), que está avaliando as ofertas americanas. Trump, em publicação nas redes sociais, ameaçou retomar uma nova onda de bombardeios caso a exigência não seja atendida.
A expectativa de um possível entendimento entre as nações impulsionou os mercados internacionais. No entanto, o otimismo foi temperado por um incidente anterior, quando forças americanas dispararam contra um petroleiro iraniano que tentava romper o bloqueio imposto pelos EUA aos portos do Irã. O episódio ocorreu em meio a mensagens conflitantes emanadas da Casa Branca sobre a estratégia para a resolução do conflito.
Trump declarou que a guerra, iniciada há dois meses, pode estar próxima do fim, com a retomada do transporte de petróleo e gás natural. Ele ressaltou, contudo, que a concretização depende da aceitação iraniana de um acordo cujos detalhes permanecem em sigilo. “Se eles não concordarem, os bombardeios começam”, escreveu o presidente americano.
Um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã está em vigor desde 8 de abril. Negociações presenciais realizadas no mês passado no Paquistão não culminaram em um acordo definitivo. O conflito teve início em 28 de fevereiro, após ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O governo paquistanês, atuando como mediador das negociações, manifestou expectativas de um desfecho positivo. Tahir Andrabi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, reiterou o otimismo de Islamabad quanto a uma solução diplomática. “Esperamos um acordo em breve. Esperamos que as partes alcancem uma solução pacífica e sustentável, que contribua não apenas para a paz em nossa região, mas também para a paz internacional”, declarou Andrabi, sem fornecer prazos ou detalhes específicos das negociações.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, informou que o país mantém contato contínuo com os governos do Irã e dos Estados Unidos na tentativa de interromper a guerra e ampliar o cessar-fogo.
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima vital, e sua estabilidade é crucial para o comércio global de energia. A França, por exemplo, já descartou a retirada de sanções contra o Irã enquanto a travessia permanecer bloqueada. A retomada das negociações sobre minerais estratégicos e a segurança internacional também estão em pauta, como demonstrou o recente encontro entre Lula e Trump nos EUA, que abordou temas como minerais estratégicos e as eleições de 2026.


