O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou os esforços para reestabelecer o diálogo com Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Nas últimas semanas, o governo enviou dois ministros e um líder governista para testar a receptividade do senador a um possível encontro. A sinalização obtida é positiva.
Na terça-feira (05/05/2026), o ministro da Defesa, José Múcio, conversou com Alcolumbre. Na quarta-feira (06/05/2026), foi a vez do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ser recebido pelo senador. Alcolumbre também teria mantido contato com o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).
A preocupação central do governo é evitar um racha na relação entre Lula e Alcolumbre, o que poderia agravar as tensões entre os poderes Executivo e Legislativo. Há um temor de que um distanciamento neste momento possa prejudicar a aprovação de projetos de relevância para o governo no ano eleitoral de 2026.
Interlocutores trabalham para agendar uma reunião entre os dois líderes para a próxima semana. A data ganha força após o retorno de Lula dos Estados Unidos, onde discutiu com o presidente Donald Trump pautas como a das terras raras. O governo tem urgência em tratar diretamente com Alcolumbre duas propostas: a Política Nacional de Minerais Críticos e a redução da jornada de trabalho 6×1.
O governo espera celeridade na tramitação do projeto de lei que estabelece um marco legal para as terras raras no Senado. A expectativa é que a proposta seja votada ainda em maio, após aprovação na Câmara dos Deputados em 06/05/2026. Quanto à redução da jornada 6×1, o Planalto busca garantir que Alcolumbre não crie obstáculos, pois a medida é vista como estratégica para o governo nas eleições de outubro de 2026.
A aprovação do PL das Terras Raras na Câmara dos Deputados, com apoio do governo, mas divergência de PSOL/Rede, é um dos pontos que o governo deseja discutir. Paralelamente, a reunião entre Lula e Trump nos EUA abordou temas como minerais estratégicos e as eleições de 2026.


