O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou, nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de estar “articulando” para tornar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro inelegível. A declaração surge após Eduardo confirmar, nesta semana, sua intenção de concorrer ao Senado como suplente de André do Prado (PL), apesar de residir nos Estados Unidos.
Em entrevista à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro argumentou que Moraes não deveria se envolver em casos relacionados a Eduardo, que vive em um “exílio autoimposto” nos EUA. O senador classificou a suposta ação do ministro como um prejuízo à democracia brasileira. “É óbvio que ele não poderia participar dessa articulação, e aí pretende articular para deixar Eduardo inelegível. Isso faz mal para a democracia brasileira”, declarou.
Uma possível candidatura de Eduardo Bolsonaro a suplente de senador enfrenta obstáculos jurídicos. O ex-deputado teve seu mandato cassado anteriormente por excesso de faltas na Câmara e responde a um processo no STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes. Ele é acusado de coação no curso do processo referente à trama golpista, na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado. A Procuradoria-Geral da República alega que Eduardo atuou nos EUA para pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação contra seu pai, buscando apoio do governo americano para impor sanções e tarifas ao Brasil.
Flávio Bolsonaro também criticou a atuação de Moraes em processos que envolvem aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendendo que o STF “volte a respeitar a Constituição”.
O senador, que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República em 2026, detalhou sua agenda em Santa Catarina. No sábado, 9 de maio de 2026, ele participará em Florianópolis do lançamento da pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado pelo Partido Liberal (PL). Flávio confirmou a formação da chapa do partido no estado, negando a existência de divisões internas. Ele afirmou que o governador Jorginho Mello buscará a reeleição, enquanto Carlos Bolsonaro e a deputada federal Carolina de Toni são pré-candidatos ao Senado. “Aqui não teve divisão nenhuma. Desde o início, a nossa chapa estava muito bem definida com Jorginho Mello ao governo, Carlos Bolsonaro e Carolina de Toni ao Senado. Estamos tomando conta de cada palanque com muito cuidado, conversando com as lideranças não apenas do PL nos estados e dos aliados”, disse.
A possível “rachadura” no PL catarinense teria sido motivada pela transferência de domicílio eleitoral do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, para Santa Catarina com o objetivo de disputar uma vaga no Senado. Essa decisão desagradou parte da direita local, como a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), e teria impactado a aliança com o senador Esperidião Amin (PP), que foi preterido com a imposição da família Bolsonaro.
A notícia aborda a complexa teia política e jurídica que envolve a família Bolsonaro e suas aspirações eleitorais para 2026, com especial atenção para as ações do STF e as dinâmicas partidárias em Santa Catarina. Para mais informações sobre a atuação do senador Flávio Bolsonaro em operações que visam investigar figuras políticas, consulte a notícia sobre a Operação Compliance Zero. Paralelamente, o cenário político nacional é marcado por outras movimentações, como a aprovação da Lei da Dosimetria pelo Congresso.


