Os Estados Unidos atacaram dois petroleiros iranianos no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (8), gerando incertezas sobre um cessar-fogo de um mês. O Bahrein, onde está sediada a Quinta Frota dos EUA, anunciou a detenção de dezenas de indivíduos com ligações à Guarda Revolucionária do Irã. Washington aguarda uma resposta de Teerã à sua mais recente proposta de acordo, que visa encerrar a guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e suspender o programa nuclear iraniano.
As Forças Armadas americanas informaram que desativaram os dois petroleiros que tentavam romper o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos. Anteriormente, os militares americanos declararam ter frustrado ataques contra três navios da Marinha e atingido instalações militares iranianas na região.
Na ilha de Bahrein, 41 pessoas foram detidas por suposta ligação com a Guarda Revolucionária. O ministério local afirmou que investigações prosseguem, sem detalhar medidas adicionais. Um ataque americano durante a noite resultou na morte de pelo menos um marinheiro e feriu outros dez a bordo de um navio cargueiro em chamas, segundo agência de notícias iraniana. A identidade do navio atingido ainda não foi confirmada.
O Bahrein, apesar de ser governado por uma monarquia sunita, possui população majoritariamente xiita, assim como o Irã. Grupos de direitos humanos apontam que o reino tem utilizado o conflito Irã-EUA para reprimir dissidência interna. Os EUA alegam que os ataques foram em resposta a uma agressão no Estreito de Ormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump, manteve a posição de que o cessar-fogo está sendo respeitado e reiterou ameaças de retomar bombardeios em larga escala caso o Irã não aceite um acordo. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que o país não está dando atenção a “prazos” e que a proposta dos EUA está sob análise.
A situação no Estreito de Ormuz é de alta complexidade, envolvendo disputas geopolíticas e o controle de rotas marítimas cruciais. A navegação na região é vital para o comércio global, especialmente para o transporte de petróleo. A tensão atual eleva o risco de escalada, afetando a estabilidade regional e internacional.
Enquanto isso, o conflito no Estreito de Ormuz segue em foco, com os EUA atacando navios iranianos apesar do cessar-fogo declarado.


