O Partido Liberal (PL) enfrenta uma complexa disputa interna pela definição de suas candidaturas para deputado federal em Mato Grosso do Sul, com Marcos Pollon como figura central no embate. O deputado disputa a vaga ao Senado com Capitão Contar. Caso não consiga a indicação para o Senado, Pollon pode encontrar obstáculos para assegurar sua permanência como deputado federal.
A possível concorrência de Naiane Bitencourt, anunciada há meses por Michele Bolsonaro como pré-candidata à deputada federal e que confirmou sua intenção nesta semana, adiciona uma camada de dificuldade à resolução da questão. A relação entre Pollon e Bitencourt é tensa, com ambos não se seguindo nas redes sociais, apesar da ausência de um comunicado oficial de separação.
O impasse pode repercutir na família Bolsonaro. Michele Bolsonaro apoia a pré-candidatura de Naiane Bitencourt, enquanto Marcos Pollon conta com a amizade dos filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo e Carlos. A definição das vagas de deputado federal está sob responsabilidade do diretório nacional do PL. Entre elas, estão as de Edson Giroto, escolhido por Valdemar da Costa Neto, e as destinadas à família Bolsonaro: Rodolfo Nogueira, Tenente Portela e a própria família Pollon.
Há especulações de que o bilhete enviado por Jair Bolsonaro de dentro da prisão, indicando que Pollon poderia ser candidato ao Senado, teria sido uma ação em defesa de Naiane Bitencourt, por intermédio de Michele Bolsonaro. Contudo, essa possibilidade parece ter perdido força. Em recente visita a Mato Grosso do Sul, Flávio Bolsonaro indicou Reinaldo Azambuja como pré-candidato ao Senado e mencionou que pesquisas eleitorais definiriam o segundo nome, desconsiderando o anúncio anterior de seu pai. A posição de Marcos Pollon nas pesquisas divulgadas até o momento não o favorece, o que pode levá-lo a ser preterido na disputa, conforme o critério adotado pelo partido.
O cenário político em Mato Grosso do Sul para as eleições de 2026 é dinâmico, com pesquisas já indicando a rejeição a pré-candidatos para Senado, Governo e Presidência. Além disso, o partido tem se posicionado em relação a nomes importantes, como a possibilidade de pré-candidatos em MS não apoiarem Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições de 2026.


