Edvaldo Aquino, coordenador do serviço de tapa-buraco em Campo Grande, foi detido nesta manhã como um dos alvos da Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). O filho de Aquino também foi levado à delegacia por posse de entorpecentes.
A operação, que contou com a participação de oito policiais e um promotor, cumpriu sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão no município. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 429 mil em dinheiro vivo, sendo R$ 186 mil em um dos endereços de servidores e R$ 233 mil em outro.
A investigação apura uma organização criminosa suspeita de fraudar sistematicamente a execução de serviços de manutenção de vias públicas em Campo Grande. A suspeita é de manipulação de medições e realização de pagamentos indevidos, resultando no desvio de verbas públicas e má qualidade das vias.
De acordo com o Ministério Público, entre 2018 e 2025, a empresa investigada obteve contratos e aditivos que totalizam R$ 113.702.491,02. As evidências apontam que os pagamentos públicos não condizem com os serviços efetivamente prestados, visando o enriquecimento ilícito dos envolvidos.
Essa operação se soma a outras investigações de fraudes em contratos públicos na região. Recentemente, o diretor da Agesul foi exonerado após a Operação Gecoc investigar fraudes em Campo Grande. Paralelamente, o coordenador de tapa-buraco foi preso em uma ação similar.


