Uma clínica de emagrecimento na área central de Campo Grande foi alvo de uma fiscalização nesta quinta-feira, 15 de maio de 2026, que resultou na apreensão de 1.294 unidades de medicamentos vencidos. Uma pessoa foi detida no local.
Irregularidades Constatadas
A operação foi desencadeada após uma denúncia de um laboratório farmacêutico sobre publicidade enganosa associando um medicamento patenteado a protocolos de emagrecimento da clínica, que utilizava tirzepatida manipulada. A inspeção, realizada pelo Procon Mato Grosso do Sul, Vigilância Sanitária de Campo Grande e Conselho Regional de Medicina (CRM), revelou um cenário de diversas infrações.
No fundo do estabelecimento, uma área de armazenamento de medicamentos levou ao acionamento da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) e da Perícia Científica. Produtos vencidos e dentro do prazo de validade eram estocados conjuntamente. Uma funcionária relatou que o local era o depósito pessoal de um médico da unidade. Ela foi encaminhada para depoimento e posteriormente detida.
O CRM apontou a presença de medicamento antiarrítmico vencido, insumos faltantes no carrinho de emergência, prescrição inadequada de terapia hormonal e publicidade que induzia o paciente ao erro quanto às especialidades médicas da equipe.
O Procon identificou alvará de localização e funcionamento vencido, publicidade enganosa ao sugerir o uso de produto industrializado quando era manipulado, e venda casada. Médicos prescreviam produtos para manipulação, impedindo o consumidor de escolher onde adquiri-los.
A Vigilância Sanitária apreendeu os medicamentos vencidos, incluindo soro fisiológico, que foram encaminhados ao depósito da instituição. A clínica tem prazos definidos para apresentar defesa. O Procon concedeu 20 dias para o posicionamento oficial sobre as irregularidades.
A investigação sobre o uso indevido de medicamentos e publicidade enganosa em estabelecimentos de saúde é um tema recorrente. A atuação de órgãos fiscalizadores é fundamental para garantir a segurança e os direitos do consumidor. Casos de esquemas de corrupção com contratos públicos, como a Operação “Buraco Sem Fim”, demonstram a importância da vigilância contra fraudes.
Em outro contexto, o fortalecimento de segmentos culturais e a promoção do turismo, como o lançamento do Guia de Afroturismo em Mato Grosso do Sul, refletem iniciativas positivas no estado.
A fiscalização em estabelecimentos de saúde também se alinha a esforços de segurança pública, como a Operação Sem Refino, que investiga conglomerados de combustíveis.


