O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) determinou a recontagem de votos para os cargos de deputado estadual e federal no estado. A medida foi determinada pelo presidente do TRE-MS, Carlos Eduardo Contar, após a condenação definitiva de Loester Carlos Gomes, conhecido como Tio Trutis, e sua ex-esposa, Raquelle Trutis, por irregularidades eleitorais.
Loester Carlos Gomes obteve 21.784 votos para deputado federal, enquanto Raquelle Trutis somou 10.782 votos para deputada estadual. Com a decisão, a alteração no resultado será encaminhada à Assembleia Legislativa. O caso já transitou em julgado, o que significa que não cabem mais recursos para a dupla.
Em março de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-casal por lavagem de dinheiro nas eleições de 2022. Os ministros Carmen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Ricardo Villas Bôas Cueva, Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques confirmaram a condenação por lavagem de R$ 776 mil. Após correção monetária, o valor a ser pago pela dupla ultrapassa R$ 1 milhão.
O TRE-MS identificou que o então casal utilizou duas empresas para dissimular movimentações ilícitas de recursos públicos. As empresas teriam recebido valores cruzados entre os candidatos, simulando a prestação de serviços para mascarar o desvio de fundos. Durante o processo, a justiça eleitoral apontou contradições em depoimentos, falta de comprovação dos serviços alegados e endereços inexistentes, entre outras irregularidades.
A decisão do TSE considerou que os réus não apresentaram fatos que alterassem as provas já estabelecidas nas instâncias inferiores. Com a condenação, Tio Trutis e Raquelle Trutis também podem ficar inelegíveis por oito anos. A situação eleitoral em Mato Grosso do Sul tem sido marcada por operações investigativas e um cenário político dinâmico em 2026.


