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Política Estadual

Operação Spotless: Justiça prorroga tornozeleira de vereador e empresários em Terenos

Medida cautelar, que já dura desde novembro de 2025, mantém Arnaldo Glaglau, Rogério Luiz Ribeiro e Rinaldo Córdoba de Oliveira sob vigilância até agosto de 2026.
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 18/05/2026 - 11:35 | Meu MS News
Operação Spotless: Justiça prorroga tornozeleira de vereador e empresários em Terenos
Foto: Divulgação

O desembargador Jairo Roberto Quadros, da Seção Especial Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), prorrogou por mais três meses o monitoramento eletrônico de três investigados pela Operação Spotless. A decisão mantém o vereador Arnaldo Glaglau e os empresários Rogério Luiz Ribeiro e Rinaldo Córdoba de Oliveira com tornozeleiras eletrônicas, no âmbito de um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 15 milhões em Terenos, MS.

A medida cautelar, que já está em vigor desde novembro de 2025, foi estendida até o dia 20 de agosto de 2026. Desde o início das investigações, o desembargador tem revisado e prorrogado o monitoramento a cada três meses, garantindo a continuidade da vigilância sobre os envolvidos enquanto o inquérito avança.

A Operação Spotless, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu 59 mandados de busca e 16 de prisão, revelando uma complexa organização criminosa. Entre os alvos iniciais, que incluíram a residência e a empresa do vereador Glaglau (AGPower Engenharia e Construções LTDA), estava também o prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke, que chegou a ser preso, mas obteve liberdade dias depois.

Segundo o Gaeco, a investigação desvendou um esquema que envolvia a fraude de licitações públicas e o desvio de recursos da Administração Pública no município. A organização, liderada por um agente político, utilizava servidores corrompidos para manipular editais e simular concorrências legítimas, garantindo contratos milionários para empresas participantes. O esquema também previa o pagamento de propina a agentes públicos para atestar falsamente a entrega de produtos e serviços, agilizando pagamentos.

As provas que sustentam as acusações foram obtidas, em parte, a partir da análise de telefones celulares apreendidos durante a operação, compartilhadas mediante autorização judicial. O nome “Spotless” (Imaculado, em inglês) foi escolhido para a operação como uma referência à necessidade de processos de contratação na Administração Pública serem realizados sem máculas ou irregularidades.

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