O vereador de Belo Horizonte, Pedro Roussef (PT-MG), publicou um vídeo em suas redes sociais intitulado “Os Imbrocháveis”. A produção ironiza o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O vídeo responde à série “Os Intocáveis”, criada por Zema, e critica o envolvimento de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro em negociações para financiar um filme.
A sátira de Pedro Roussef imita o formato da série original de Zema, utilizando fantoches para representar os personagens. No vídeo, um boneco de Flávio Bolsonaro dialoga com o de Vorcaro sobre o financiamento de um projeto cinematográfico. “Alô, Vorcaro, é sobre aquele filme patriótico, emocionante, histórico, com cara de Oscar, orçamento de Marvel e cheiro de campanha”, diz o boneco de Flávio. “Quanto era mesmo?”, responde o de Vorcaro. “Pouca coisa, coisa de patriota, uns milhões aqui, uns milhões ali”, finaliza o pré-candidato.
Financiamento de Filme e Envolvimento Político
A crítica do vereador Pedro Roussef surge após a divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. As mensagens indicam uma negociação para o repasse de 24 milhões de dólares, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época. Este valor destinou-se ao financiamento do filme “Dark Horse”, que tem previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026.
Documentos apontam que 10 milhões de dólares já foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis parcelas, para o projeto. A negociação entre o banqueiro e o pré-candidato Flávio Bolsonaro ocorreu diretamente. Outros intermediários, como Eduardo Bolsonaro e Mario Frias, ambos do PL de São Paulo, também participaram. Este episódio adiciona um novo elemento ao debate sobre financiamento político e a transparência de campanhas para as eleições de 2026.
Críticas a Outros Nomes e Cenário Político
O vídeo de Pedro Roussef não se restringe a Flávio Bolsonaro. Ele também critica o deputado Nikolas Ferreira e o ex-governador Romeu Zema. “O bolsonarismo se enrolou, Flávio tá no filme, Nikolas tá mudo. A direita precisa de um nome limpo, técnico gestor, mineiro… eu!”, declara o fantoche de Zema na sátira. O personagem ainda menciona que está subindo “0,1% nas pesquisas”, fazendo alusão à sua própria busca por protagonismo político. Zema já havia se posicionado anteriormente sobre o cenário político, buscando consolidar sua imagem.


