A direção nacional do Democracia Cristã (DC) abriu um processo para expulsar Aldo Rebelo do partido. A decisão ocorre após “ataques proferidos” pelo ex-deputado federal contra a cúpula da sigla e seu presidente, João Caldas da Silva. Rebelo criticou publicamente o anúncio do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como pré-candidato do DC à Presidência da República em 2026.
Decisão da Direção Nacional do DC
O DC publicou uma nota na quarta-feira (20) detalhando os motivos para a medida. O texto afirma o esgotamento das alternativas para uma resolução harmoniosa. O partido considera os fatos apurados como “gravíssimos”. A abertura do procedimento disciplinar “resultará em sua expulsão sumária, com a devida comunicação de sua desfiliação à Justiça Eleitoral”. A nota ainda reitera a abertura do partido a todos, mas enfatiza a ausência de espaço “para ameaças, calúnias, difamação, má-fé e arrogância.”
Reação de Aldo Rebelo
Aldo Rebelo manifestou-se por meio das redes sociais no dia do anúncio de Barbosa. Ele manteve sua opção presidencial para 2026. “Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil, ancorado na minha biografia sem mácula e na minha experiência na administração pública e no Congresso Nacional”, declarou o ex-deputado.
Rebelo classificou o lançamento de Joaquim Barbosa, “anunciado em um balão de ensaio”, como “uma afronta” às “relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas”. Ele reforçou: “Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos”. O ex-deputado federal também declarou na quarta-feira ao jornal Estadão que a campanha de Joaquim Barbosa é clandestina. “É uma campanha clandestina, sem que o pretenso candidato tenha se manifestado. Minha impressão é que ele não será candidato. Eu já vi esse filme antes no PSB, um partido com muito mais estrutura. E ele se filiou e depois desistiu”.


