spot_img
Domingo, 5 Julho, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalO Legado do Cerco: Como a Pressão Pós-Maduro Moldou a Crise Cubana

    O Legado do Cerco: Como a Pressão Pós-Maduro Moldou a Crise Cubana

    Publicado há

    spot_img

    A política externa dos Estados Unidos, especialmente durante a gestão de Donald Trump, redefiniu drasticamente as relações com Cuba, seguindo um roteiro que se assemelhava notavelmente à estratégia empregada contra a Venezuela antes da captura de Nicolás Maduro. Em meados da década de 2020, Washington intensificou sanções econômicas, elevou a pressão diplomática e adotou um discurso cada vez mais hostil contra Havana, aprofundando o isolamento de uma ilha já sob embargo desde 1962.

    Naquele período, a administração Trump escalou suas ações, incluindo o notório indiciamento do então ex-presidente cubano Raúl Castro, em 2020, sob acusações relacionadas à derrubada de dois aviões em 1996. Tais acusações foram vistas por Havana como parte de uma campanha para justificar uma futura intervenção militar, com o então presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciando-as como uma “ação política sem base jurídica”. Um decreto assinado por Trump no início de maio de 2020, pouco após a remoção de Maduro do poder na Venezuela, expandiu as sanções a integrantes do aparato de segurança, militares e aliados do regime cubano.

    A desestabilização da Venezuela e a subsequente interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano, um aliado crucial para Cuba, foram golpes devastadores. Trump havia reiterado publicamente que Cuba “não sobreviveria sem o petróleo venezuelano”, convidando o governo cubano a negociar antes que fosse tarde demais. As sanções econômicas e o bloqueio das exportações da PDVSA, a estatal petrolífera venezuelana, atacaram diretamente a base financeira de Caracas, estrangulando as fontes de energia de Cuba, fortemente dependente de combustíveis fósseis importados.

    Em meio a essas tensões, e com a crescente especulação sobre uma possível ação militar, o presidente Díaz-Canel advertiu, em meados de 2020, sobre um “banho de sangue” caso Washington invadisse a ilha. Relatos da época, como os divulgados pelo site Axios, indicavam que Cuba havia adquirido mais de 300 drones militares da Rússia e do Irã, numa clara demonstração de sua intenção de se defender. O bloqueio petrolífero imposto por Washington paralisou grande parte da economia cubana, agravando uma crise econômica preexistente, marcada pela escassez de alimentos e bens essenciais, cujas consequências se estendem até os dias atuais.

    Últimas

    Pesquisa 2026: Diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula Reduz para Seis Pontos

    Levantamento do Instituto Ranking para as eleições presidenciais de 2026 aponta Flávio Bolsonaro com 40% e Luiz Inácio Lula da Silva com 34% das intenções de voto.

    Pesquisa Ranking 2026 Aponta Disputa Acirrada pelo Senado em Mato Grosso do Sul

    Levantamento divulgado neste domingo, 5 de julho de 2026, mostra Reinaldo Azambuja e Nelsinho Trad à frente nas intenções de voto para as duas vagas senatoriais.

    Pesquisa aponta Eduardo Riedel em liderança para o governo de Mato Grosso do Sul em 2026

    Levantamento do Instituto Ranking divulgado neste domingo indica que o atual governador pode vencer as eleições de 2026 no primeiro turno, com 46,4% das intenções de voto.

    PL de Mato Grosso do Sul Enfrenta Impasse na Escolha de Segundo Candidato ao Senado em 2026

    Anúncio de Valdemar da Costa Neto sobre Capitão Contar gera cautela; expectativa recai sobre manifestação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Relacionado

    Astronautas Russos Realizam Concerto Programado

    Jovem Pan News reporta evento cultural protagonizado por cosmonautas.

    Putin Rejeita Encontro Imediato com Zelensky e Condiciona Paz a Metas Estratégicas

    Líder russo, em São Petersburgo, descarta diálogo direto com a Ucrânia antes da consolidação de objetivos militares e políticos, enquanto a guerra entra no quarto ano.

    Putin reitera recusa a diálogo direto com Zelensky e condiciona paz a “objetivos estratégicos”

    No Fórum Econômico de São Petersburgo, líder russo descartou encontro imediato com o presidente ucraniano, que havia proposto negociação para o fim do conflito, agora no quinto ano.