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    O Legado do Cerco: Como a Pressão Pós-Maduro Moldou a Crise Cubana

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    A política externa dos Estados Unidos, especialmente durante a gestão de Donald Trump, redefiniu drasticamente as relações com Cuba, seguindo um roteiro que se assemelhava notavelmente à estratégia empregada contra a Venezuela antes da captura de Nicolás Maduro. Em meados da década de 2020, Washington intensificou sanções econômicas, elevou a pressão diplomática e adotou um discurso cada vez mais hostil contra Havana, aprofundando o isolamento de uma ilha já sob embargo desde 1962.

    Naquele período, a administração Trump escalou suas ações, incluindo o notório indiciamento do então ex-presidente cubano Raúl Castro, em 2020, sob acusações relacionadas à derrubada de dois aviões em 1996. Tais acusações foram vistas por Havana como parte de uma campanha para justificar uma futura intervenção militar, com o então presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciando-as como uma “ação política sem base jurídica”. Um decreto assinado por Trump no início de maio de 2020, pouco após a remoção de Maduro do poder na Venezuela, expandiu as sanções a integrantes do aparato de segurança, militares e aliados do regime cubano.

    A desestabilização da Venezuela e a subsequente interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano, um aliado crucial para Cuba, foram golpes devastadores. Trump havia reiterado publicamente que Cuba “não sobreviveria sem o petróleo venezuelano”, convidando o governo cubano a negociar antes que fosse tarde demais. As sanções econômicas e o bloqueio das exportações da PDVSA, a estatal petrolífera venezuelana, atacaram diretamente a base financeira de Caracas, estrangulando as fontes de energia de Cuba, fortemente dependente de combustíveis fósseis importados.

    Em meio a essas tensões, e com a crescente especulação sobre uma possível ação militar, o presidente Díaz-Canel advertiu, em meados de 2020, sobre um “banho de sangue” caso Washington invadisse a ilha. Relatos da época, como os divulgados pelo site Axios, indicavam que Cuba havia adquirido mais de 300 drones militares da Rússia e do Irã, numa clara demonstração de sua intenção de se defender. O bloqueio petrolífero imposto por Washington paralisou grande parte da economia cubana, agravando uma crise econômica preexistente, marcada pela escassez de alimentos e bens essenciais, cujas consequências se estendem até os dias atuais.

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