Uma decisão judicial recente consolidou a composição da Câmara Municipal de Campo Grande para a legislatura atual, confirmando que o Partido Liberal (PL) manterá suas três cadeiras, apesar da reviravolta jurídica envolvendo o ex-policial civil Tiago Vargas. A validação dos 2.898 votos de Vargas para o Partido Progressista (PP) não foi suficiente para alterar o cenário, mantendo a vantagem do PL por uma margem de apenas 60 votos na disputa pelas chamadas “sobras”.
Vargas obteve uma vitória significativa na Justiça, revertendo sua expulsão da Polícia Civil e, consequentemente, sua condição de inelegibilidade. Essa decisão permitiu que os votos a ele atribuídos na eleição de 2024, anteriormente anulados, fossem computados na somatória do PP. Contudo, cálculos finais confirmaram que, mesmo com a inclusão desses votos, o PL conseguiu assegurar a permanência de Ana Portela na Câmara, superando o PP na contagem das sobras.
Caso o Partido Progressista tivesse conquistado 60 votos adicionais, Ana Portela (PL) perderia sua vaga para Sandro Benites, então primeiro suplente do PP. À época, Benites chegou a ser cotado para uma possível mudança para o Avante, sob a liderança de Lídio Lopes, mas essa movimentação não se concretizou para a disputa de 2024. Tiago Vargas, por sua vez, havia recebido 18.224 votos para deputado estadual na eleição de 2022, o que lhe garantiria uma vaga pelo PSD, mas seus votos foram anulados devido à expulsão da Polícia Civil, resultando na posse de Pedrossian Neto na Assembleia Legislativa. Apesar da reversão judicial, Vargas já declarou que não buscará o mandato de deputado, priorizando seu retorno à corporação policial e considerando o tempo restante de mandato.
Em 2024, Vargas tentou a reeleição para vereador em Campo Grande, concorrendo sub judice, mas sua inelegibilidade não foi revertida a tempo, e seus 2.898 votos foram anulados. Mesmo que tivessem sido validados na ocasião, análises indicam que esse montante não seria suficiente para garantir sua eleição pelo PP.


