Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Sou da Paz, em 18 de maio de 2026, indica uma mudança no cenário da segurança pública para os pré-candidatos ao Planalto nas eleições de 2026. A famosa frase “bandido bom é bandido morto” encontra apoio em apenas 20% dos entrevistados.
Apesar do baixo índice de aceitação da frase, a insegurança pública segue como tema crítico. O estudo mostra que 69% dos brasileiros acreditam que a “polícia prende e a Justiça solta”. Além disso, 39% defendem o aumento das penas contra crimes no Brasil.
Estratégias dos Pré-Candidatos
Flávio Bolsonaro ajustou sua estratégia de pré-campanha para 2026. Inicialmente, ele adotou um perfil moderado para se diferenciar da imagem de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, Flávio intensificou o discurso contra o crime. Em março de 2026, ele declarou: “se enfrentar a polícia, vai ser ‘neutralizado’, sim”, referindo-se a criminosos. A pesquisa sugere que uma postura de “Bolsonaro moderado”, firme contra o crime, mas sem apoiar a violência, seria mais eficaz para o principal candidato da oposição. Para uma análise mais aprofundada das dinâmicas eleitorais, Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente na corrida presidencial de 2026, segundo pesquisa Gerp.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta o desafio oposto. Ele precisa demonstrar que não “passa pano” para criminosos, sem incitar a violência. Em discurso em maio de 2026, Lula afirmou que as cidades pertencem ao povo, não ao crime organizado.
Em 7 de maio de 2026, após encontro com o presidente Donald Trump, Lula propôs a criação de um grupo de trabalho conjunto entre Brasil e Estados Unidos. O objetivo é discutir o combate ao crime organizado. Esta iniciativa pode representar uma sinalização positiva, caso a campanha presidencial de 2026 explore publicamente seus resultados. As intenções de voto em Flávio Bolsonaro também foram recentemente impactadas, conforme reportado em Lula amplia liderança sobre Flávio Bolsonaro após crise do Banco Master.
Análise do Instituto Sou da Paz
Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, comentou os resultados em um comunicado. “Os dados mostram que as frases de efeito antigamente mais famosas na segurança pública já não ressoam mais na população. A sociedade brasileira está cansada de promessas antiquadas e deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia das pessoas. Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia, por isso apoia novas ideias sobre a segurança pública”, explicou Ricardo.


