O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso do Sul definirá nos próximos dias seu segundo candidato ao Senado para as eleições de 2026. Reinaldo Azambuja (PL), presidente estadual da sigla, já tem sua vaga garantida. A disputa interna pela segunda indicação concentra-se entre Capitão Contar (PL) e Marcos Pollon (PL).
Divergência entre Pesquisas e Influência Política
A cúpula do PL no estado favorece Capitão Contar. Ele apresenta melhor desempenho na maioria das pesquisas divulgadas até o momento. No entanto, Marcos Pollon conta com a amizade e o apoio do círculo próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, figura como a principal entusiasta da candidatura de Pollon. Ela defende publicamente o nome do deputado nas redes sociais. Michele Bolsonaro publicou um bilhete do ex-presidente Jair Bolsonaro, escrito durante seu período na prisão, onde declarava: “Pollon será o escolhido”.
O nome de Pollon representa um dos poucos consensos na família Bolsonaro, frequentemente marcada por desentendimentos entre a esposa e os filhos do ex-presidente. A apuração indica que este raro consenso pode fortalecer a posição de Pollon. Aliados do deputado federal esperam que Jair Bolsonaro, influenciado por Michele e Eduardo, convença o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, a apoiar a candidatura de Marcos Pollon para o Senado.
Em contraste, a liderança do PL em Mato Grosso do Sul e o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, argumentaram a Flávio Bolsonaro que as chances de vitória são maiores com Capitão Contar. Eles alertam sobre um risco de derrota, apontado em pesquisas, caso Pollon seja o indicado. Pesquisas recentes reforçam a preferência por Contar.
Posicionamento dos Pré-Candidatos
O PL pretende anunciar sua decisão em breve. Capitão Contar tem optado pelo silêncio, enquanto Marcos Pollon exibe diariamente o bilhete de apoio do ex-presidente, reiterando a promessa de sua escolha no estado. A influência do apoio de Bolsonaro é um fator decisivo.
A definição do segundo nome para o Senado impactará diretamente as alianças e estratégias do PL para as eleições de 2026. A postura de Flávio Bolsonaro e sua capacidade de influenciar a decisão final permanecem em foco.


