A política sul-mato-grossense enfrentou uma semana particularmente desafiadora, com líderes estaduais e federais mergulhados em uma série de reveses judiciais, sanções éticas e impasses eleitorais. Desde a suspensão de mandatos e multas significativas até uma derrota judicial para um senador proeminente, os recentes acontecimentos pintaram um cenário complexo para diversas figuras públicas do estado.
Entre os destaques, o senador Nelsinho Trad (PSD) sofreu um revés judicial importante. Por três votos a dois, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou um recurso e decidiu dar prosseguimento a um processo por improbidade administrativa. O caso investiga um suposto desvio de R$ 9,3 milhões em obras de tapa-buraco, mantendo o senador como réu e aprofundando as preocupações em torno de sua conduta.
No âmbito legislativo federal, o deputado Marcos Pollon (PL) enfrentou nova sanção no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O colegiado recomendou a suspensão de seu mandato por mais dois meses, desta vez por ofensas dirigidas ao presidente da Câmara, Hugo Motta. A decisão agrava a situação de Pollon, que já acumula um histórico de advertências.
Outro parlamentar do Partido Liberal, o deputado federal Rodolfo Nogueira, também foi alvo de penalização. Ele recebeu uma multa de R$ 15 mil por propaganda eleitoral antecipada, evidenciando a fiscalização rigorosa das campanhas que se aproximam para o pleito de 2026.
A semana também trouxe incertezas para o cenário eleitoral futuro. A definição das candidaturas ao Senado pelo PL em Mato Grosso do Sul foi adiada. Enquanto o ex-governador Reinaldo Azambuja mantém seu plano, Contar defende a realização de pesquisas internas, e Marcos Pollon persiste na defesa de uma escolha pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além dos casos de repercussão nacional, a política sul-mato-grossense foi marcada por outras controvérsias. Um prefeito foi implicado em irregularidades na compra de combustível, um influenciador digital recebeu restrições judiciais para se aproximar de outro chefe do executivo municipal, e envolvidos em um escândalo de corrupção na Capital obtiveram liberdade, mantendo o radar da Justiça e da mídia atento aos desdobramentos.


