O Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul enfrenta um desafio na definição do segundo nome para a disputa ao Senado nas eleições de 2026. Reinaldo Azambuja (PL), presidente estadual da sigla e já com uma vaga considerada garantida, busca construir a chapa com o menor atrito possível, mas encontra resistência da família Bolsonaro.
Azambuja havia prometido utilizar pesquisas de opinião como critério para a escolha do segundo candidato. Contudo, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro tem reiterado a diversas lideranças políticas e em suas redes sociais que Pollon é o nome preferencial.
Família Bolsonaro Endossa Pollon
Michele Bolsonaro expressou claramente sua posição. “Ele é o escolhido do presidente Bolsonaro”, declarou nesta semana, após dialogar com lideranças de Mato Grosso do Sul. O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, admitiu a dificuldade em persuadir a família a reconsiderar a decisão.
Valdemar da Costa Neto havia prometido uma das vagas a Capitão Contar. Ele chegou a convencer Flávio Bolsonaro (PL) a interceder junto ao pai para modificar o apoio. No entanto, o plano não obteve sucesso. Flávio Bolsonaro não conseguiu convencer Jair Bolsonaro e Michele a apoiarem Capitão Contar, mesmo com pesquisas indicando o favoritismo de Contar e de Reinaldo Azambuja para as vagas. Para mais detalhes sobre o cenário eleitoral, veja a Pesquisa para o Senado 2026: Azambuja Lidera em MS; Pollon em Quarto Cenário.
Divergência sobre Critérios e Acordos
Na última semana, Reinaldo Azambuja afirmou ter concluído duas pesquisas, realizadas pelos institutos Paraná e Quest. Estes levantamentos serviriam para auxiliar na escolha do candidato, conforme um acordo estabelecido na presença de Jair Bolsonaro. Sobre a preferência de Michele, Azambuja ponderou que a mudança de critério é possível, desde que seja comunicada formalmente.
Capitão Contar, presente no mesmo evento, lembrou que Jair Bolsonaro havia prometido vagas a quatro candidatos (ele, Gianni Nogueira, Pollon e Reinaldo). Contar defendeu que o método mais justo para a definição seria a pesquisa de opinião. Este impasse se soma a outras complexidades que o partido enfrenta, conforme abordado em PL Enfrenta Impasse por Vagas Federais em MS com Disputa ao Senado e Inelegibilidade.
Pollon, por sua vez, tem intensificado sua campanha nas redes sociais. Ele reforça ser o nome escolhido e sugere que “o sistema” tenta silenciar a vontade de Bolsonaro. Pollon, inclusive, exibe publicamente um quadro com uma carta escrita por Jair Bolsonaro na prisão, na qual o ex-presidente o designa como seu escolhido em Mato Grosso do Sul.


