O Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul enfrenta uma nova divisão interna às vésperas da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao estado. As declarações do ex-governador Zeca do PT causaram atrito e impactaram diretamente a campanha de Vander Loubet (PT) ao Senado em 2026, resultando na perda de seu suplente, o produtor rural Maurício Bunlai.
Críticas de Zeca do PT Geram Atrito Interno
A tensão surgiu após recentes falas de Zeca do PT envolvendo a questão indígena e Viviane Luiza, namorada de Maurício Bunlai e pré-candidata à deputada federal. A reportagem apurou que as críticas de Zeca foram decisivas para a retirada de Bunlai da chapa de Loubet.
No início de junho de 2026, havia um entendimento avançado para que Maurício Bunlai atuasse como suplente de Vander Loubet. No entanto, o cenário mudou drasticamente após Zeca do PT criticar Viviane Luiza publicamente.
Vander Loubet, presidente do PT em Mato Grosso do Sul, afirmou não ter sido informado previamente sobre a desistência de Bunlai. Ele negou um rompimento pessoal com seu tio, Zeca do PT, mas expressou sua chateação com as desavenças entre os apoiadores do presidente Lula.
“Não ajuda nada alguns não deixarem que a gente agregue quem apoia o presidente Lula. Tem muita gente que apoia outros na majoritários, mas apoiam o Lula. Este é o primeiro passo para trazer as pessoas. O PT tem que entender isso. Foi assim que fizemos com o Zeca e o Carmelino, que por pouco não ganhou do Juvêncio para o Senado. Temos que trabalhar coletivamente a campanha do Lula, a minha e do Fábio e da Dona Gilda”, afirmou Loubet.
O deputado reforçou a necessidade de união partidária, defendendo que o PT deve acolher todos os que desejam apoiar a reeleição de Lula em 2026. “A prioridade é a reeleição do presidente Lula e tenho feito este apelo para que o PT tenha esta grandeza. A minha eleição do Senado passa pelo crescimento do Lula, Fábio e Dona Gilda”, avaliou.
Contexto das Críticas de Zeca do PT
Zeca do PT tem criticado publicamente a aproximação do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, com o governador Eduardo Riedel e com a pré-candidata Viviane Luiza. Ele informou a pessoas próximas a Lula em Brasília sobre a situação.
O ex-governador também acusou uma “liderança indígena de direita” de organizar uma ocupação em uma propriedade no município de Sidrolândia com o objetivo de prejudicar o presidente Lula. Na ocasião, ele alegou que essas pessoas possuíam ligações com políticos da direita no estado. A reportagem tentou contato com Zeca do PT na manhã desta sexta-feira, 22 de junho de 2026, para obter seu posicionamento sobre o desentendimento, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O cenário político de MS em 2026 segue marcado por intensas disputas partidárias e movimentações estratégicas.
A tensão interna no PT ocorre em um período de intensa movimentação política no estado, onde pesquisas indicam, por exemplo, que o governador Riedel lidera a corrida pelo governo de MS. Este contexto exige uma articulação ainda mais cuidadosa por parte dos partidos e de seus líderes.


