A senadora Tereza Cristina (PP-MS) se manifestou na última sexta-feira, em Campo Grande, sobre as complexas disputas internas que agitam o Partido Liberal (PL), tanto em Mato Grosso do Sul quanto em nível nacional. Em meio a especulações crescentes sobre sua possível indicação como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), a parlamentar adotou uma postura cautelosa, evitando tomar partido nos embates e reforçando a necessidade de foco em projetos para o Brasil.
Questionada sobre a contenda pela vaga ao Senado em Mato Grosso do Sul entre Marcos Pollon e Capitão Contar, ambos pré-candidatos do PL para as eleições de 2026, Tereza Cristina classificou a situação como um “problema interno do PL”. A senadora, que no ciclo eleitoral anterior havia sinalizado uma candidatura própria do PP ao Senado, mas recuou após a formação da chapa majoritária que incluiu a filiação de Eduardo Riedel (PSDB), limitou-se a sugerir que a definição entre os pré-candidatos do PL deveria ser pautada por pesquisas de intenção de voto. Ela destacou a importância de uma resolução rápida, elogiando ambos os nomes e alertando para a proximidade das convenções partidárias.
Ainda em sua fala, Tereza Cristina também foi confrontada com a notícia de que seu nome estaria sendo sondado para compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) como vice-presidente, em um cenário de notório atrito com Michele Bolsonaro. A senadora, porém, evitou tomar partido na disputa familiar e política, pedindo foco no trabalho. “Chega de fofoca, precisamos trabalhar e entregar um projeto bom para o país. É isso que a população quer dos políticos. E é isso que eu quero: trabalhar”, declarou.
Tereza Cristina concluiu sua manifestação reforçando a expectativa de um entendimento entre as partes envolvidas nas disputas, para que o foco possa ser direcionado aos interesses do Brasil. “Enquanto a gente fica perdido nesse tipo de coisa, a gente não discute [o Brasil]”, finalizou, sublinhando a urgência de apresentar um projeto consistente para o futuro da nação.


