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    Médica bolsonarista alvo da PF é obrigada a fazer retratação por chamar deputado de assassino

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    Figurinha carimbada nas manifestações de apoio a Jair Bolsonaro (PL), a médica Sirlei Faustino Ratier fechou acordo para deixar de responder a ação penal privada por ter chamado o deputado federal Geraldo Resende (PSDB) de assassino em janeiro de 2022. Além de postar uma retração, a bolsonarista tem de pagar três salários mínimos à instituição social. Atualmente, ela declara ser pré-candidata a vereadora de Campo Grande.

    As ofensas ocorreram durante ato antivacina na Praça do Rádio Clube, no Centro da Capital, durante a pandemia de covid-19. Na época, Resende era secretário estadual de Saúde. Sirlei e cerca de uma centena de manifestantes se posicionaram contra a vacinação em crianças e divulgaram informações falsas sobre os imunizantes. A médica proferiu ofensas contra Resende e foi processada por ele.

    Em dezembro de 2022, a ex-candidata a deputada federal pelo PP foi alvo da Polícia Federal em operação contra suspeitos de organizar atos antidemocráticos. Ela se apresentava como fundadora e coordenadora do “QG voluntários do Bolsonaro” e “bolsonarista raiz”.

    Um mês antes, o serviço de inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sejusp) enviou ao Supremo Tribunal Federal documentos que apontam Sirlei como principal peça de mobilização dos manifestantes no estado.

    Em Campo Grande, bolsonaristas se concentravam em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), onde pediam intervenção federal e expuseram placas com dizeres inconstitucionais.

    Em fevereiro deste ano, Sirlei Faustino Ratier e Geraldo Resende fecharam acordo em audiência de conciliação no qual a médica deveria publicar em suas redes sociais um texto se tratando das ofensas proferidas contra o ex-secretário de Saúde. A medida foi cumprida dias depois.

    Sirlei Ratier também teve de pagar três salários mínimos, em três parcelas, à Associação Cotolengo Sul-Mato- Grossense.

    Com o cumprimento das obrigações por parte da médica bolsonarista, a defesa do hoje deputado federal Geraldo Resende solicitou, no dia 10 de junho, a extinção da ação penal privada na 6ª Vara Criminal de Campo Grande.

    Fonte: OJacaré

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