spot_img
Sábado, 4 Julho, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalEconomia de Gaza afunda 84,7% e desemprego dispara para 79,7% após um...

    Economia de Gaza afunda 84,7% e desemprego dispara para 79,7% após um ano de guerra

    Publicado há

    spot_img

    Na Cisjordânia, a falta de emprego entre outubro de 2023 e o final de setembro de 2024 subiu para 34,9%, enquanto o PIB despencou 21,7%

    Um ano de guerra na Faixa de Gaza fez com que o produto interno bruto (PIB) do território palestino caísse 84,7%, enquanto o desemprego subiu para 79,7%, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que também mostra o grave impacto econômico na Cisjordânia. Na Cisjordânia, o desemprego entre outubro de 2023 e o final de setembro de 2024 subiu para 34,9%, enquanto o PIB despencou 21,7%, de acordo com o quinto relatório da OIT sobre o impacto econômico da guerra de Gaza sobre os palestinos.

    Em média, nos dois territórios, o desemprego em Gaza e na Cisjordânia é de 51,1%, enquanto o PIB caiu 32,2% em um ano, de acordo com um estudo da OIT em colaboração com o Escritório Central de Estatísticas da Palestina. Esses números são semelhantes aos do relatório anterior da OIT, de junho, mas mostram um aumento de 0,6 ponto percentual na taxa de desemprego em Gaza e de 2,9 pontos na Cisjordânia. Os dados mostram uma contração “sem precedentes” na história dos Territórios Palestinos Ocupados, onde, mesmo na grave crise econômica durante a revolta de 2001 contra a ocupação israelense (a chamada Segunda Intifada), o PIB caiu 14,9%, menos da metade de agora, analisaram os funcionários da OIT.

    “O impacto da guerra de Gaza não causou apenas perda de vidas, condições humanitárias terríveis e destruição. Ela desestruturou a economia e a sociedade da Faixa de Gaza, afetando gravemente os mercados econômicos e de trabalho da Cisjordânia”, analisou a diretora regional da OIT para os Países Árabes, Ruba Jaradat. De acordo com a organização sediada em Genebra, quase 100% da população na Faixa de Gaza vive atualmente na pobreza, enquanto na Cisjordânia essa porcentagem aumentou de 12% para 28%. A OIT relata que a economia da Cisjordânia foi afetada pelas barreiras israelenses ao movimento de pessoas e mercadorias, juntamente com o aumento das restrições comerciais, cortes na cadeia de abastecimento e o fechamento do mercado de trabalho israelense para os trabalhadores palestinos.

    *Com informações da EFE
    Publicado por Marcelo Bamonte

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Tereza Cristina se esquiva de brigas internas do PL e foca em projeto nacional

    A senadora do PP, cotada para ser vice de Flávio Bolsonaro, minimizou atritos em Mato Grosso do Sul e entre Michele e Flávio, defendendo urgência na discussão de propostas para o país.

    Justiça Proíbe Construtora e Sete Envolvidos de Contratar com Poder Público em Campo Grande

    Decisão judicial impede participação em licitações e renovação de contratos após denúncia de esquema de desvio de recursos na operação tapa-buracos; medida visa coibir fraudes em 2026.

    SEC Dobra Repasse a Grêmios Estudantis em Mato Grosso do Sul

    Secretaria destina R$ 1 mil a 345 coletivos em 2026, fortalecendo protagonismo juvenil e ações de combate à violência.

    Fronteira Forte: DOF Desarticula R$ 323 Milhões do Crime em MS

    Operações intensificadas resultam em apreensão recorde de quase 100 toneladas de drogas e 545 mil pacotes de cigarros.

    Relacionado

    Astronautas Russos Realizam Concerto Programado

    Jovem Pan News reporta evento cultural protagonizado por cosmonautas.

    Putin Rejeita Encontro Imediato com Zelensky e Condiciona Paz a Metas Estratégicas

    Líder russo, em São Petersburgo, descarta diálogo direto com a Ucrânia antes da consolidação de objetivos militares e políticos, enquanto a guerra entra no quarto ano.

    Putin reitera recusa a diálogo direto com Zelensky e condiciona paz a “objetivos estratégicos”

    No Fórum Econômico de São Petersburgo, líder russo descartou encontro imediato com o presidente ucraniano, que havia proposto negociação para o fim do conflito, agora no quinto ano.