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    China e União Europeia retaliam tarifas dos Estados Unidos e agravam guerra comercial

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    Governo chinês aprovou taxa de 84% sobre produtos americanos; escalada do conflito entre as maiores economias do planeta impactou duramente os mercados financeiros

    A guerra comercial liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou novos contornos nesta quarta-feira (9), com a intensificação das medidas retaliatórias da China e da União Europeia. A escalada de tarifas gerou forte instabilidade nos mercados financeiros e reacendeu temores sobre os impactos econômicos globais do conflito. A partir desta quinta-feira (10), produtos americanos que entram na China passarão a ser taxados em até 84%, segundo anúncio do Ministério das Finanças chinês. A medida é uma resposta direta às tarifas impostas pelos EUA, que elevaram a taxa sobre importações chinesas a 104% com a entrada em vigor de um adicional de 50% nesta quarta.

    “A escalada tarifária dos Estados Unidos contra a China acumula erros sobre erros e infringe seriamente os direitos e interesses legítimos da China”, afirmou o Ministério do Comércio chinês. Apesar da retaliação, Pequim declarou estar aberta ao diálogo, desde que haja “respeito mútuo” e negociações em “pé de igualdade”.

    A União Europeia também reagiu. Os países do bloco aprovaram tarifas de até 25% sobre cerca de € 21 bilhões (R$ 140 bilhões) em produtos dos EUA, como soja, frango, motocicletas e produtos de beleza. As medidas começarão a valer a partir da próxima semana. A Comissão Europeia ressaltou que as ações poderão ser suspensas, caso os EUA concordem com um acordo comercial “justo e equilibrado”.

    O agravamento do conflito entre as maiores economias do planeta impactou duramente os mercados financeiros. Na Europa, os principais índices acionários — incluindo os de Paris, Frankfurt, Londres e Madri — caíram cerca de 4% no início da tarde. Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 3,93%. Outras bolsas da Ásia também fecharam em queda, como Taipé (-5,8%) e Seul (-1,73%). Apenas China e Hong Kong registraram altas.

    Nos Estados Unidos, apesar de uma abertura positiva em Wall Street, investidores passaram a abandonar ativos considerados seguros, como títulos do Tesouro americano e o dólar. O preço do barril de petróleo atingiu o menor patamar em quatro anos, refletindo o receio de uma desaceleração global. No Brasil, o dólar chegou a ser cotado a R$ 6,10 durante a manhã, e o Ibovespa operava em baixa, refletindo a aversão global ao risco.

    Em jantar com aliados do Partido Republicano, Trump voltou a defender sua estratégia comercial. “Todos estão vindo para negociar. Eu sei o que estou fazendo”, disse o presidente, sugerindo que sua política está forçando outros países a buscar acordos comerciais com os EUA. Por outro lado, autoridades americanas alertaram para o risco de novas retaliações. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que alinhar-se à China seria “cavar a própria cova” e criticou o que chamou de “dumping” praticado por Pequim.

    A ONU demonstrou preocupação com os efeitos da guerra comercial, especialmente nos países em desenvolvimento. O secretário-geral António Guterres destacou que os impactos podem ser “devastadores” para as economias mais vulneráveis. Especialistas temem que a disputa tarifária provoque aumento da inflação, desemprego e retração econômica em escala global. Estimativas indicam que as novas tarifas podem custar até US$ 3.800 por ano para cada família americana, além de ameaçar cerca de US$ 2 trilhões em investimentos nos EUA.

    O cenário continua imprevisível. A China sinalizou disposição para continuar a retaliação, enquanto os EUA afirmam estar abertos a “acordos sob medida”. A União Europeia promete uma nova rodada de medidas na próxima semana. Enquanto isso, mercados e economias ao redor do mundo seguem em alerta diante do acirramento da guerra comercial.

    Publicado por Felipe Dantas

    *Reportagem produzida com auxílio de IA

    Fonte: Jovem Pan News

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