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    Netanyahu pede que Hamas deponha as armas e diz que líderes poderão deixar Gaza

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    Declaração ocorre enquanto Israel mantém bombardeios intensos no território palestino

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (30) que o Hamas deve depor as armas e que seus líderes poderão deixar a Faixa de Gaza. A declaração ocorre enquanto Israel mantém bombardeios intensos no território palestino. Ataques aéreos israelenses em Khan Yunis, no sul de Gaza, deixaram ao menos 17 mortos, a maioria mulheres e crianças, segundo o hospital Nasser. Um dos bombardeios atingiu uma casa e uma tenda onde estavam deslocados palestinos no primeiro dia do Eid al-Fitr, feriado muçulmano que marca o fim do Ramadã.

    Israel retomou sua ofensiva terrestre e aérea em 18 de março, encerrando uma frágil trégua que havia sido estabelecida após 15 meses de conflito. O cessar-fogo anterior proporcionou um alívio temporário para os 2,4 milhões de habitantes da região, muitos dos quais foram forçados a se deslocar repetidamente desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023.

    O Crescente Vermelho Palestino informou que recuperou os corpos de 15 socorristas mortos em 23 de março, quando ambulâncias foram atacadas por forças israelenses em Gaza. Os corpos estavam enterrados na areia, segundo a organização. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (CICV) condenou o ataque. “Esses trabalhadores humanitários estavam prestando atendimento a feridos. Usavam emblemas que deveriam garantir sua proteção”, disse o secretário-geral da entidade, Jagan Chapagain.

    Netanyahu afirmou que a pressão militar sobre o Hamas está surtindo efeito. “Podemos ver que estão começando a surgir fissuras nas exigências do grupo nas negociações”, declarou, durante uma reunião de gabinete. As declarações ocorrem em meio a novas tentativas de mediação do Egito, Catar e Estados Unidos para viabilizar um cessar-fogo e a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas. Um alto funcionário do grupo afirmou no sábado (29) que a organização aprovou uma nova proposta de trégua e pediu que Israel a aceite.

    O gabinete de Netanyahu confirmou o recebimento da proposta e apresentou uma contraproposta. O presidente francês, Emmanuel Macron, também pressionou Netanyahu por uma trégua. “Pedi a ele que cesse os bombardeios em Gaza e volte ao cessar-fogo”, afirmou em publicação no X (antigo Twitter), após uma conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense.

    O Exército israelense ativou sirenes de ataque aéreo após interceptar um míssil disparado do Iêmen. Os rebeldes huthis, apoiados pelo Irã, reivindicaram a autoria do ataque, alegando que o alvo era o aeroporto Ben Gurion. Desde o início do conflito, os huthis têm lançado mísseis contra Israel e atacado navios no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, em apoio aos palestinos.

    Netanyahu viajará à Hungria em 2 de abril para se encontrar com o primeiro-ministro Viktor Orbán e outras autoridades. A visita ocorre enquanto o Tribunal Penal Internacional (TPI) avalia um mandado de prisão contra Netanyahu por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza. Embora a Hungria tenha assinado o Estatuto de Roma, tratado que criou o TPI, o país nunca promulgou a convenção que permitiria a aplicação local das decisões do tribunal, alegando questões constitucionais.

    O ataque do Hamas ao sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, deixou 1.218 mortos, segundo dados oficiais israelenses. O grupo sequestrou 251 pessoas, das quais 58 continuam em Gaza (34 delas já mortas). A resposta militar de Israel provocou ao menos 50.277 mortes na Faixa de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde local. A ONU considera esses números confiáveis.

    *Com informações da AFP
    Publicado por Felipe Cerqueira

    Fonte: Jovem Pan News

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