spot_img
Sábado, 27 Junho, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalSob sombra de Trump, premiê dinarmaquesa diz que Europa pode se defender...

    Sob sombra de Trump, premiê dinarmaquesa diz que Europa pode se defender melhor

    Publicado há

    spot_img

    Mette Frederiksen afirmou que ‘seria extremamente difícil para a Europa se defender’ no momento, uma vez que ainda existe dependência dos Estados Unidos

    A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, avaliou nesta quarta-feira (28) que os países europeus podem “fazer mais” por sua defesa, embora a Europa tenha “dificuldade” atualmente para se defender sem os Estados Unidos.

    Copenhague está no centro das tensões entre EUA e Europa devido à intenção de Donald Trump de adquirir a Groenlândia, território ártico dinamarquês, alegando motivos de segurança nacional.

    “Seria extremamente difícil para a Europa se defender atualmente porque, em termos de inteligência, armas nucleares, etc., dependemos dos Estados Unidos”, disse Frederiksen na universidade Sciences Po, em Paris.

    “Mas acredito que somos capazes de fazer mais do que se diz publicamente neste momento”, acrescentou a primeira-ministra dinamarquesa.

    As declarações ocorreram horas antes de uma reunião no Palácio do Eliseu, em Paris, entre o presidente francês, Emmanuel Macron, Frederiksen e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen.

    Macron reiterou a “solidariedade” da França e seu apego à “integridade territorial” da Dinamarca, alertando que a situação na Groenlândia é “um chamado ao despertar estratégico para toda a Europa”.

    O presidente francês, que usava óculos escuros por um problema ocular, citou como elementos desse “despertar” a soberania europeia, a segurança do Ártico, o combate às ingerências estrangeiras, a desinformação e a mudança climática, entre outros.

    O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou na segunda-feira que era ilusório pensar que os europeus poderiam se defender sozinhos, sem o apoio dos Estados Unidos, principal potência militar mundial.

    Na cúpula de Haia, em 2025, e sob pressão de Trump, os aliados da Otan se comprometeram a elevar seus gastos com defesa e segurança para 5% do PIB após décadas de poucos investimentos da maioria dos países europeus, que confiavam na proteção dos Estados Unidos.

    “Cometemos um enorme erro ao reduzir nossos gastos com defesa” no passado, insistiu Frederiksen no Sciences Po, em um momento em que os Estados Unidos questionam o vínculo transatlântico como existia até agora.

    “O mais importante a fazer é nos rearmarmos”, e “não para 2035, como decidiu a Otan (…) Lamento dizer que isso seria tarde demais”, sublinhou a primeira-ministra dinamarquesa.

    *Com AFP

     

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Mato Grosso do Sul Consolida Liderança em Vigilância de Vírus Respiratórios

    Missão internacional do Ministério da Saúde, TEPHINET e CDC de Atlanta valida modelo integrado da SES e estreita laços de cooperação.

    Lula Acompanha Eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul e Endossa Chapa Majoritária do PT

    Presidente da República expressou otimismo com o cenário político local e confirmou apoio às pré-candidaturas de Fábio Trad e Dona Gilda para o Governo, e de Vander Loubet e Soraya Thronicke para o Senado, visando o pleito de 2026.

    LATAM Aumenta Voos para Bonito (MS) com Terceira Frequência Semanal

    Conectividade aérea de Bonito se expande a partir de outubro de 2026, impulsionando o ecoturismo sul-mato-grossense.

    Guichê 60+ do Detran-MS Fortalece Inclusão Digital e Autonomia de Idosos

    Com mais de 11,7 mil atendimentos, programa oferece suporte especializado e descontos exclusivos em taxas de CNH para condutores sêniores.

    Relacionado

    Astronautas Russos Realizam Concerto Programado

    Jovem Pan News reporta evento cultural protagonizado por cosmonautas.

    Putin Rejeita Encontro Imediato com Zelensky e Condiciona Paz a Metas Estratégicas

    Líder russo, em São Petersburgo, descarta diálogo direto com a Ucrânia antes da consolidação de objetivos militares e políticos, enquanto a guerra entra no quarto ano.

    Putin reitera recusa a diálogo direto com Zelensky e condiciona paz a “objetivos estratégicos”

    No Fórum Econômico de São Petersburgo, líder russo descartou encontro imediato com o presidente ucraniano, que havia proposto negociação para o fim do conflito, agora no quinto ano.