O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou um pedido da defesa de Bolsonaro. Eles queriam que Carlos Eduardo Antunes Torres ficasse permanentemente na casa. Torres é irmão de criação de Michelle Bolsonaro.
A decisão foi assinada na terça-feira (14). Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o final de março. A medida tem duração de 90 dias. Ele se recupera de uma broncopneumonia.
Moraes autorizou a prisão domiciliar após a alta médica. O ex-presidente deve permanecer na casa da família, em Brasília. Há restrições de visitas.
Somente profissionais de saúde podem entrar na casa. Seguranças do Estado e funcionários da residência também têm permissão. Moraes afirmou que Bolsonaro já tem segurança 24 horas por dia.
A defesa alegou que Torres é de confiança da família. Ele já ajudou Bolsonaro em momentos difíceis. Um exemplo foi após o esfaqueamento em 2018. Ele auxiliaria na rotina das sobrinhas.
Moraes entendeu que dificuldades familiares não justificam flexibilizar as regras da prisão domiciliar. O ministro autorizou a visita de dois advogados a Bolsonaro. São eles Daniel Bettamio Tesse e Paulo Amador da Cunha Bueno.


