Lideranças indígenas Guarani e Kaiowá protestaram em Brasília. Eles denunciam a inércia da Funai e do Ministério da Justiça. A cobrança principal é a demarcação de terras. Eles também criticam o pagamento de indenizações a fazendeiros.
Entre 3 e 17 de abril, uma delegação indígena visitou órgãos federais. O objetivo foi cobrar agilidade na demarcação de terras. Eles querem o fim de negociações com terras tradicionais. Atualmente, 80 áreas aguardam demarcação em Mato Grosso do Sul.
Os indígenas criticam a indenização em Nhanderu Marangatu. Após a morte de Neri Guarani Kaiowá, o governo pagou R$ 146 milhões a fazendeiros. O pagamento incluiu benfeitorias e a terra nua. “Nossas lideranças deram o sangue. Quem ganha é o fazendeiro”, disse Avajekuakapotyju.
A Aty Guasu rejeitou a medida em carta ao Ministro da Justiça. Eles classificam a indenização como inconstitucional. Eles alegam que processos de demarcação estão parados. As portarias das terras Iguatemipegua I e Dourados-Amambaipegua I estão paralisadas.
O STF já decidiu que indenizações são paralelas à demarcação. Não há impedimento legal para demarcar. A Funai também é acusada de negligência. Estudos de um TAC de 2007 se arrastam há 20 anos.
Os indígenas denunciam 20 assassinatos desde 2007. Eles relatam ataques, desaparecimentos e despejos. “Nós morremos igual bicho”, protestou uma liderança. Eles pedem urgência na resolução da questão fundiária.
Fonte: Investiga MS


