A remoção de minas no Estreito de Ormuz pode levar seis meses e impactar globalmente os preços dos combustíveis, conforme uma apresentação confidencial do Pentágono no Congresso dos Estados Unidos. O jornal Washington Post divulgou a informação, citando fontes anônimas. No entanto, o Pentágono desmentiu a notícia, afirmando que a estimativa é ‘falsa’.
O Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado desde 28 de fevereiro de 2026, em decorrência dos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Antes do conflito, a via crucial respondia por quase 20% do petróleo e gás consumidos mundialmente.
Detecção e Negação
O Washington Post, com base em três fontes anônimas, informou que ‘os parlamentares foram informados de que o Irã pode ter instalado 20 minas ou mais no Estreito de Ormuz e em suas imediações’. Uma fonte do Departamento da Defesa, durante a apresentação, detalhou que ‘algumas foram colocadas na água, à distância, graças à tecnologia GPS’, o que dificulta a detecção. Outras minas teriam sido instaladas por ‘embarcações pequenas’.
Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, enviou um comunicado à AFP para desmentir a notícia. ‘Um fechamento de seis meses do Estreito de Ormuz é uma impossibilidade e algo completamente inaceitável’, afirmou Parnell. Ele destacou que a reportagem se baseia em uma ‘sessão confidencial de informações, a portas fechadas‘ e que diversos pontos são ‘falsos’.
Alerta Iraniano
Em meados de abril de 2026, a Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irã, alertou sobre uma ‘zona perigosa’ de 1.400 quilômetros quadrados. Esta área poderia conter minas, intensificando a tensão na região. O contexto atual do Estreito de Ormuz envolve frequentes movimentações, como a interceptação de navios pelo Irã, aumentando a preocupação internacional sobre a segurança da navegação e o abastecimento global de energia.


